Confiança de consumidores e empresas em Portugal sobe em junho, indica o INE
A confiança dos consumidores e das empresas em Portugal aumenta em junho, num mês marcado pelo alívio das tensões no Médio Oriente após o acordo de paz entre os U.S. e o Irão. Os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram uma recuperação das famílias pelo segundo mês seguido e uma melhoria do clima económico, ainda que o efeito do acordo de 17 de junho seja apenas parcialmente refletido.
Destaques
- Em junho, a confiança de consumidores e empresas em Portugal subiu, segundo dados divulgados pelo INE.
- A melhoria ocorre apesar de grande parte dos dados anteceder o acordo de paz de 17 de junho entre U.S. e Irão.
- A recuperação do sentimento sugere inversão após o impacto negativo da guerra no Médio Oriente sobre inflação e incerteza económica.
Impacto geopolítico e perspetivas para os próximos meses
Grande parte dos resultados ainda antecede o acordo de paz assinado a 17 de junho entre os U.S. e o Irão, pelo que o eventual impacto desse entendimento é apenas parcialmente captado na estatística. O conflito no Médio Oriente, que se arrasta desde fevereiro, pressionou a inflação com a subida dos preços dos combustíveis e agravou a incerteza sobre a economia mundial.Com o início da guerra, tanto a confiança dos consumidores como a dos empresários registam uma deterioração acentuada, refletindo os receios quanto aos efeitos das tensões geopolíticas na atividade económica. Nesse contexto, a melhoria observada em junho sugere uma inversão do sentimento, embora o efeito mais completo do desanuviamento internacional deva tornar-se mais visível nos inquéritos dos próximos meses.
Na nossa publicação anterior sobre a pressão no Estreito de Ormuz, explicámos como a instabilidade na região tem elevado os custos de energia e contribuído para pressões nos preços alimentares em Portugal, via mercado energético europeu e cadeias globais de abastecimento. Também destacámos que a normalização do tráfego marítimo pode aliviar parte da inflação, mas que o risco de impactos prolongados depende da estabilização diplomática e da segurança das rotas energéticas.
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