Portugal regista máximo semestral no consumo elétrico, com renováveis a cobrirem 71%
A procura de eletricidade em Portugal continua a subir na primeira metade de 2026, num período em que o sistema elétrico mantém forte peso das fontes renováveis. O consumo no semestre alcança 27.200 gigawatts-hora, um novo máximo para este período e acima do anterior recorde registado em 2025.
Destaques
- Portugal atingiu um recorde de consumo elétrico no primeiro semestre de 2026, com aumento de 3,5% face a 2025, superando o máximo anterior em cerca de 900 GWh.
- As energias renováveis representaram 71% do consumo nacional de eletricidade no semestre, destacando-se hidroelétrica (29%), eólica (26%), solar (11%) e biomassa (5%).
- Em junho, a produção fotovoltaica atingiu 3.800 MW às 13h30 do dia 29, estabelecendo novo máximo histórico para energia solar em Portugal.
Consumo elétrico bate recorde no semestre
Como noticiou o Jornal de Negócios, os dados divulgados esta quinta-feira pela REN mostram que o consumo de eletricidade entre janeiro e junho cresce 3,5% face ao mesmo período de 2025. Corrigindo os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, a subida é de 3,3%, confirmando o nível mais elevado de sempre num primeiro semestre.O novo máximo supera em cerca de 900 GWh o recorde anterior, fixado em 2025. Em junho, a tendência mantém-se, com o consumo a avançar 3% em termos homólogos, ou 2,5% após correção dos efeitos da temperatura e do calendário.
Peso das renováveis reforça posição do sistema
No conjunto dos primeiros seis meses do ano, as energias renováveis asseguram 71% do consumo nacional de eletricidade. A produção hidroelétrica representa 29%, a eólica 26%, a solar 11% e a biomassa 5%, enquanto as centrais a gás natural respondem por 14% e os restantes 15% correspondem ao saldo importador.Em junho, as fontes renováveis cobrem 55% do consumo, ao passo que a produção não renovável representa 12% e as importações 33%. Nesse mês, a produção fotovoltaica atinge cerca de 3.800 MW às 13h30 de 29 de junho, estabelecendo um novo máximo histórico para esta tecnologia em Portugal.
Na nossa publicação anterior sobre a nova linha de muito alta tensão entre o Minho e a Galiza, explicámos como esta interligação de 400 kV reforça o corredor elétrico ibérico e eleva a capacidade bidirecional para 3.000 MW. O reforço aumenta a flexibilidade para importar energia mais barata, exportar excedentes renováveis e reduzir desperdícios de produção limpa, contribuindo também para maior segurança do sistema após o apagão ibérico de abril de 2025.
Últimas notícias Portugal
- Forex
- Crypto