Bone Appétit lança camisolas para cães e reforça aposta no mercado pet em Portugal

Bone Appétit lança camisolas para cães e reforça aposta no mercado pet em Portugal
Camisolas pet da seleção

O consumo ligado a animais de companhia continua a ganhar peso nos orçamentos das famílias portuguesas, num contexto em que os pets passam a integrar rituais sociais e culturais. Nesse cenário, a Bone Appétit lança uma coleção de camisolas da seleção nacional para cães por 19,90 euros, numa categoria que cresce acima de outros segmentos de consumo.

Destaques

  • Bone Appétit lançou camisolas da seleção nacional para cães nos tamanhos M, L e XL, disponíveis online com política de devolução de 14 dias.
  • O mercado pet em Portugal movimenta cerca de 681 milhões de euros anuais, projetando chegar a 1,3 mil milhões de euros até 2029, impulsionado por acessórios e cuidados.
  • O vestuário para animais deve crescer 7,2% ao ano na Europa até 2035, com retalhistas nacionais como Animalzan, Goldpet.pt e clubes apostando no segmento e merchandising temático ligado ao futebol.

Lançamento acompanha expansão do consumo pet

A ThePortugalPost avança que a marca portuguesa Bone Appétit colocou à venda uma nova coleção de camisolas da seleção nacional para cães, disponível nos tamanhos M, L e XL através do seu site, com envio para todo o país e política de devolução de 14 dias para problemas de tamanho.

A peça inclui o número 12, numa referência ao conceito de "décimo segundo jogador", e o slogan "Até os Roemos!", ligando o humor canino à cultura de apoio à seleção portuguesa. A marca posiciona o produto para um momento em que o futebol funciona como motor de consumo familiar e de afirmação identitária.

Antes da compra, os consumidores devem medir o perímetro do peito do animal na zona mais larga e o comprimento do dorso entre os ombros e a base da cauda, já que não existe um sistema padronizado de tamanhos no vestuário pet em Portugal. O tecido sintético leve exige lavagem em água fria e secagem ao ar para evitar encolhimento, e o ajuste não deve limitar os ombros nem descer abaixo da caixa torácica.

Mercado nacional ganha escala e especialização

O artigo enquadra o lançamento numa transformação mais ampla do mercado pet em Portugal, que atinge cerca de 681 milhões de euros em despesa anual e tem projeções de subida para 1,3 mil milhões de euros até 2029. A alimentação representa 76% do total, mas os acessórios e cuidados já somam 23,5% e expandem-se mais rapidamente do que qualquer outro segmento.

Com 60% dos lares portugueses a terem animais de companhia, a base potencial de clientes mantém-se ampla. O setor do vestuário para animais deverá crescer 7,2% por ano na Europa até 2035, o que reforça a perceção de que estes produtos deixam de ser vistos como nicho e passam a integrar uma categoria estrutural de consumo.

No mercado português, várias marcas e retalhistas já disputam esta procura. A Animalzan detém licenciamento oficial da Federação Portuguesa de Futebol e produz coleções para FC Porto, SL Benfica e Sporting CP, enquanto a Goldpet.pt e a loja oficial do Benfica também comercializam artigos para animais, sinalizando confiança na rentabilidade e continuidade deste nicho.

A aproximação ao Mundial de 2026 tende a criar novos picos de procura por merchandising temático, tanto para pessoas como para cães. Para os retalhistas, a alocação de inventário a coleções ligadas ao futebol será um indicador da confiança num segmento que ganha relevância no consumo familiar e na estratégia comercial do setor pet.

No nosso artigo anterior sobre a crise do custo de vida e o pessimismo dos portugueses, analisámos os dados que mostram um contraste entre a satisfação com a situação atual e a expectativa de deterioração da qualidade de vida nos próximos anos. Destacámos que as despesas diárias, a saúde e o emprego surgem como as principais fontes de pressão, apesar das previsões de crescimento e das medidas do governo para aliviar os orçamentos familiares.

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