Montenegro reforça posição de Portugal na NATO e defende integridade territorial da Dinamarca

Montenegro reforça posição de Portugal na NATO e defende integridade territorial da Dinamarca
Portugal firme na NATO

À margem da cimeira da NATO em Ancara, o primeiro-ministro português afirma que a integridade territorial da Dinamarca não está em causa, apesar das declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia. O chefe do Governo acrescenta que Portugal segue numa trajetória de cumprimento dos compromissos da Aliança e quer ver protegidos os seus interesses na segurança marítima do Atlântico.

Destaques

  • Luís Montenegro reforça na cimeira da NATO em Ancara o princípio da defesa da integridade territorial de todos os Estados-membros, incluindo a Dinamarca.
  • Portugal investiu 2,01% do produto em Defesa até 2025, superando a meta de 2% da NATO pela primeira vez desde 2014.
  • O primeiro-ministro destaca o reforço do empenho na segurança marítima e defende que os interesses estratégicos portugueses no Atlântico sejam considerados pelos aliados.

Posição portuguesa na cimeira da NATO

Segundo o Jornal de Negócios, Luís Montenegro sustenta, à chegada à reunião de chefes de Estado e de Governo da NATO em Ancara, que o princípio de defesa da integridade territorial dos Estados-membros deve aplicar-se também a situações internas da Aliança.

O primeiro-ministro declara que não está em causa, de forma alguma, a integridade territorial de qualquer Estado-membro da NATO, incluindo a Dinamarca. Questionado sobre solidariedade com Copenhaga, responde que essa solidariedade existe com a capital dinamarquesa e com o princípio de salvaguarda da integridade territorial de todos os aliados.

Montenegro rejeita ainda a ideia de que Donald Trump tenha rancor em relação à NATO. Com base no que diz ter observado dos trabalhos até ao momento, afirma que não vê razões para essa leitura.

Defesa, investimento e segurança marítima

O chefe do executivo realça também que Portugal está numa trajetória de cumprimento dos objetivos assumidos na NATO e sublinha que o país espera que os restantes aliados tenham em conta os seus interesses estratégicos no Atlântico. Entre esses interesses, destaca a segurança marítima, área em que Portugal diz ter reforçado o empenho na defesa do território e do interesse coletivo da Aliança.

Na avaliação de Montenegro, a cimeira dá continuidade ao reforço do pilar europeu dentro da NATO e aos compromissos de investimento dos países europeus. O primeiro-ministro refere que Portugal terminou 2025 com um investimento em Defesa de 2,01% do produto, acima da meta de 2%, resultado que atribui a um esforço adicional e que apresenta como o primeiro cumprimento desta trajetória desde 2014.

O governante enquadra esse esforço com a participação portuguesa em operações da NATO, incluindo presenças na Roménia, Eslováquia e Lituânia. Acrescenta que Portugal vê com satisfação o facto de a cimeira adotar como prioridade essa mesma linha de reforço político e financeiro da Aliança.

Na nossa publicação anterior sobre a cimeira da NATO em Ancara e o investimento de Portugal em Defesa, explicámos como o país atingiu em 2025 a meta de 2% do PIB (2,01%) e como esse esforço reforça a posição de Lisboa nas discussões sobre partilha de encargos e prioridades de segurança. Também destacámos o aumento do peso estratégico da Base das Lajes, nos Açores, e a ligação deste reforço à modernização das Forças Armadas, à segurança marítima e ao apoio aos compromissos operacionais da Aliança.

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