Portugal prepara mudança legal para manter financiamento europeu em projetos atrasados do PRR
Com o prazo-limite do PRR a aproximar-se e várias obras por concluir, o Governo prepara uma alteração legal para evitar a devolução total de verbas em projetos incompletos. A medida permite que investimentos pendentes transitem para o Portugal 2030 ou para outros fundos europeus, com acertos financeiros que preservam as regras contra duplo financiamento.
Destaques
- Conselho de Ministros aprova mudança legal permitindo que projetos atrasados do PRR transitem para financiamento por instrumentos como o Portugal 2030.
- Novo mecanismo substitui devolução integral de apoios por acerto financeiro, desde que não haja duplo financiamento e sejam respeitadas regras aplicáveis.
- A medida minimiza riscos de interrupção em obras públicas e reforça a taxa de execução dos fundos europeus, aliviando pressão financeira sobre promotores.
Alteração legal para assegurar a transição de verbas
Como noticiou o Jornal de Negócios, citando o Público, o Conselho de Ministros vai aprovar esta sexta-feira uma mudança na lei nacional de acesso aos fundos europeus para permitir que projetos do PRR sem execução total continuem a ser financiados por instrumentos como o Portugal 2030.A solução prevista passa por substituir a devolução integral dos apoios já recebidos por um mecanismo de acerto financeiro, desde que sejam respeitadas as regras aplicáveis. Com isso, o executivo procura garantir que a proibição do duplo financiamento não é violada, ao mesmo tempo que evita perdas de verbas associadas a atrasos na execução.
Impacto na execução do investimento público
A medida procura acelerar a concretização de obras que ainda ficam pendentes à medida que se aproxima o encerramento do PRR. Ao permitir a continuidade do financiamento sem esperar pelo fecho formal de contas do programa, o Governo reduz o risco de interrupção em projetos apoiados por fundos europeus.Para os promotores, a alteração diminui a pressão financeira de terem de suportar integralmente os custos das obras ou de devolver montantes já recebidos. Em termos de política económica, o mecanismo reforça a capacidade de Portugal preservar investimento cofinanciado e melhorar a taxa de execução dos programas europeus.
Na nossa publicação anterior sobre a reprogramação do Portugal 2030 para reforçar tecnologia e descarbonização, acompanhámos a preparação de uma nova revisão para canalizar mais verbas para inovação empresarial e transição energética. Explicámos ainda que ajustamentos anteriores já tinham redirecionado cerca de 2,5 mil milhões de euros para prioridades europeias, reforçando a ligação entre fundos comunitários, competitividade e metas climáticas.
Últimas notícias EBRD
- Forex
- Crypto