Municípios portugueses pedem solução de financiamento para atrasos do PRR

Municípios portugueses pedem solução de financiamento para atrasos do PRR
Atrasos no PRR preocupam

Com o prazo de execução do PRR a aproximar-se do fim, os municípios alertam para o risco de várias obras públicas ficarem incompletas e obrigarem à devolução de verbas. Em causa estão projetos de escolas, centros de saúde e habitação pública que têm de estar concluídos até ao final de agosto de 2026.

Destaques

  • A Associação Nacional de Municípios Portugueses pediu ao primeiro-ministro uma solução urgente para financiar projetos do PRR atrasados e evitar perda de fundos.
  • A ANMP propõe financiamento alternativo via PT2030, PTRR ou Banco Europeu de Investimento para obras que não cumpram metas até agosto de 2026.
  • Municípios já foram notificados para rescindir contratos e devolver apoios em investimentos críticos como escolas, centros de saúde e habitação pública.

Pedido urgente para obras em risco

Como avança o Público, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, ANMP, enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a pedir ajuda "muito urgente" para lidar com projetos atrasados do Plano de Recuperação e Resiliência e evitar a perda de financiamento.

Na carta enviada ao Governo, o presidente da ANMP, Pedro Pimpão, defende que é "fundamental encontrar soluções" para garantir "financiamento alternativo para as obras cuja execução, em agosto de 2026, não estiver em condições de contribuir para a meta do PRR". Segundo a associação, esse apoio alternativo, através do PT2030, do PTRR ou do Banco Europeu de Investimento, é necessário para assegurar que as obras não param e para evitar prejuízos para as autarquias que avançaram com projetos num contexto difícil.

Pedro Pimpão acrescenta que já existem municípios notificados pelos organismos de gestão do PRR para rescindir contratos e devolver os apoios atribuídos.

Pressão sobre execução e impacto local

Entre os investimentos em risco de incumprimento estão escolas, centros de saúde e habitação pública, áreas com impacto direto na prestação de serviços locais e na resposta social dos municípios.

Questionado sobre a situação, o Ministério da Economia e da Coesão Territorial afirma que o Governo está a acompanhar com detalhe a evolução das obras no terreno. O ministério acrescenta que a última reprogramação do PRR já teve em conta o estado de execução dos projetos e que, nesta fase, o Executivo apela a todos os beneficiários para executarem o máximo possível até 31 de agosto.

O novo ciclo dos EEA Grants para Portugal, com 126,3 milhões de euros até 2028, está prestes a arrancar e vai apoiar projetos em áreas como ambiente, cultura, economia azul, justiça e combate à violência de género. A nossa publicação destacou ainda que o modelo prevê cofinanciamento maioritário de Noruega, Islândia e Liechtenstein, podendo em alguns casos acumular-se com outros fundos, com o objetivo de gerar impacto estrutural e reduzir disparidades socioeconómicas.

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