Comércio em Portugal acelera crescimento do volume de negócios em junho
O setor do comércio em Portugal regista uma aceleração do volume de negócios em junho, impulsionada sobretudo pelo retalho e pela venda e reparação de veículos. No segundo trimestre de 2026, o indicador também reforça a trajetória de crescimento homólogo, enquanto emprego, salários e horas trabalhadas mantêm variações positivas.
Destaques
- O índice de volume de negócios no comércio em Portugal aumentou 2,7% em junho, acelerando 1,4 pontos percentuais face a maio.
- No segundo trimestre de 2026, o volume de negócios do comércio cresceu 2,9% em termos homólogos, acelerando 0,4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
- Em junho, o emprego no setor subiu 0,3%, os salários 7,4% e as horas trabalhadas 2,1%, refletindo evolução positiva, embora mais moderada que em maio.
Aceleração do volume de negócios no segundo trimestre
Como informou o Statistics Portugal, o índice de volume de negócios no comércio aumenta 2,7% em termos homólogos em junho, mais 1,4 pontos percentuais do que no mês anterior.O comércio a retalho apresenta um crescimento homólogo de 3,0%, acima dos 2,8% registados em maio. No comércio por grosso, o índice sobe 0,5%, depois de uma descida de 0,8% no mês anterior. Já o comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis acelera de forma mais expressiva, com a taxa de crescimento a passar de 4,4% em maio para 9,0% em junho.
No conjunto do segundo trimestre de 2026, o volume de negócios do comércio cresce 2,9% face ao mesmo período do ano anterior, o que representa uma aceleração de 0,4 pontos percentuais em relação ao trimestre precedente.
Emprego e salários mantêm evolução positiva
Os indicadores ajustados de efeitos de calendário mostram também uma evolução favorável nas variáveis laborais do setor em junho.O emprego regista uma variação homóloga de 0,3%, enquanto os salários aumentam 7,4% e as horas trabalhadas sobem 2,1%. Em maio, estas variações tinham sido de 1,2%, 8,0% e 1,0%, respetivamente, o que aponta para abrandamento no emprego e nos salários, mas para aceleração nas horas trabalhadas.
Na nossa publicação anterior, analisámos a recuperação da atividade económica na Zona Euro no segundo trimestre, com o PIB a acelerar face ao início do ano e Portugal a destacar-se entre as economias com melhor desempenho em termos trimestrais. O texto também enquadrou como estes dados macro, juntamente com a época de resultados e decisões de bancos centrais, influenciavam o sentimento dos investidores e os mercados em Portugal e na Europa.
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