BE propõe travão da CGD no crédito à habitação e duplicação do AIMI para reforçar Segurança Social

BE propõe travão da CGD no crédito à habitação e duplicação do AIMI para reforçar Segurança Social
BE quer travão CGD e AIMI dobrado

Num contexto de subida das taxas de juro e de pressão sobre as prestações da casa, o Bloco de Esquerda avança com propostas dirigidas ao banco público e à tributação imobiliária. As medidas, apresentadas em Setúbal por José Manuel Pureza, procuram aliviar encargos das famílias e aumentar a receita afeta às pensões.

Destaques

  • BE propõe travar a concessão de crédito à habitação pela CGD e duplicar o montante do AIMI para reforçar a Segurança Social.
  • Imposto AIMI já entregou cerca de 1.200 milhões de euros à Segurança Social desde a sua criação, com BE defendendo canalização do dobro dessa receita para pensões.
  • Dirigente do BE acusa Governo PSD/CDS-PP de promover instabilidade nos setores da saúde, educação e habitação e apela ao PS para rejeitar apoio parlamentar ao executivo.

Impacto político e pressão sobre serviços públicos

Segundo Jornal de Negócios, Pureza enquadrou as medidas no debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social, depois de o Governo ter encomendado um relatório sobre o tema. O coordenador bloquista afirmou que o imposto já entregou cerca de 1.200 milhões de euros à Segurança Social desde a sua criação e defendeu que a duplicação da receita deve ser canalizada para as pensões.

Na mesma intervenção, o dirigente criticou o Governo PSD/CDS-PP, acusando o executivo de promover "caos" em áreas como saúde, educação e habitação para enfraquecer os serviços públicos. Pureza dirigiu ainda um apelo político ao PS, questionando se uma oposição que se quer alternativa pode sustentar a estabilidade de um Governo que, na sua leitura, gera instabilidade na vida das famílias.

Na nossa publicação, analisámos o debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social em Portugal e as pressões crescentes para financiar pensões e apoios sociais no longo prazo. O texto destacava o envelhecimento da população, a diferença entre contribuições e necessidades do sistema e as alternativas em discussão — de ajustes no cálculo das pensões a modelos complementares e contas individuais — para garantir equilíbrio financeiro e proteção social.

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