Crédito à habitação em Portugal enfrenta subida de custos nos próximos meses

Crédito à habitação em Portugal enfrenta subida de custos nos próximos meses
Crédito habitação mais caro

O agravamento das taxas de juro começa a aumentar a pressão sobre os encargos das famílias portuguesas com crédito à habitação. O impacto da subida da Euribor deverá tornar-se mais visível a partir de outubro e novembro, à medida que os contratos forem refletindo o novo custo do dinheiro.

Destaques

  • A subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu eleva a Euribor, pressionando o crédito à habitação em Portugal nos próximos meses.
  • Rui Lopes, da Associação Nacional de Intermediários de Crédito, prevê que o impacto real da subida da Euribor será sentido sobretudo entre outubro e novembro.
  • O aumento das prestações devidas pelas famílias portuguesas reflete taxas de referência mais altas, agravando o peso do serviço da dívida no consumo.

Pressão da Euribor sobre os empréstimos

Como avançou o Jornal de Negócios, a subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, com reflexo na Euribor em diferentes prazos, começa a pesar na carteira dos portugueses nos próximos meses.

Rui Lopes, membro da direção da Associação Nacional de Intermediários de Crédito, afirma, em entrevista ao programa do Negócios no NOW, que o efeito real do aumento da Euribor nos contratos de crédito à habitação se deverá sentir principalmente a partir de outubro e novembro.

Impacto esperado nas famílias portuguesas

O aumento dos encargos com a habitação surge num contexto de maior pressão sobre os orçamentos familiares, numa altura em que a atualização das prestações passa a incorporar taxas de referência mais elevadas.

A evolução da Euribor nos vários prazos reforça a perspetiva de um custo mais alto para os mutuários com contratos indexados, ampliando o peso do serviço da dívida no consumo das famílias e no mercado do crédito à habitação em Portugal.

Numa análise anterior, abordámos a subida da Euribor e como isso está a intensificar a pressão financeira sobre as famílias com crédito à habitação em Portugal. Explicámos que o aumento das prestações está a levar mais mutuários a procurar renegociar condições com os bancos — ajustando prazos, spreads ou modalidades — e que este peso adicional tende a reduzir a margem para consumo, com impacto na economia doméstica.

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