Portugal conclui reforço de 19% na REN após compra de participação à Fidelidade
Portugal passa a deter 19% do capital da REN depois de duas operações que devolvem ao Estado uma posição relevante na gestora da rede energética nacional. A mais recente aquisição, de 5,3% ao Grupo Fidelidade, junta-se aos 13,7% comprados à Pontegadea Inversiones e deixa a segunda operação dependente do visto do Tribunal de Contas.
Destaques
- O Governo português elevou sua participação na REN para 19% após comprar 5,3% das ações do Grupo Fidelidade e 13,7% da Pontegadea Inversiones.
- A aquisição de participação aguarda visto do Tribunal de Contas, mas cumpre o objetivo do executivo de reforço na empresa que gere a rede energética nacional.
- O Estado português assegura papel relevante nas decisões estratégicas da REN, alinhando sua presença acionista às práticas de outros países da União Europeia.
Reforço da posição pública na REN
Como avançou o Portugal.gov.pt, o Governo elevou a sua participação no capital social da REN para 19% com a compra de 5,3% das ações até agora detidas pelo Grupo Fidelidade. Esta posição soma-se à participação de 13,7% anteriormente adquirida à Pontegadea Inversiones.Com estas duas operações, o executivo considera concluído o objetivo de entrada no capital da REN. A segunda transação aguarda agora o visto do Tribunal de Contas antes de ficar plenamente fechada.
Impacto estratégico no setor energético
A operação coloca Portugal entre os acionistas com peso relevante na empresa que gere a rede energética do país, ao lado da State Grid. O Governo entende que esta posição permite ao Estado participar de forma ativa nas decisões estratégicas da REN.Segundo o enquadramento apresentado pelo executivo, Portugal era o único Estado da União Europeia ausente do capital da respetiva rede energética nacional. A entrada reforçada na REN altera esse posicionamento e aproxima o país do modelo seguido noutros mercados europeus no setor das infraestruturas energéticas.
A possível saída da Fosun do capital do BCP abriu a hipótese de uma entrada minoritária do Estado no banco, com uma participação abaixo de 5%. No nosso artigo anterior, explicámos que a medida é analisada como forma de limitar um maior peso de acionistas estrangeiros na banca portuguesa e de salvaguardar o caráter estratégico do BCP no sistema financeiro nacional.
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