SATA recebe seis propostas não vinculativas para privatização da empresa de handling
O processo de privatização da área de handling do grupo SATA avançou com a receção de seis propostas não vinculativas, após terem sido enviados 11 convites a entidades que cumpriam os requisitos. A avaliação destas propostas determinará quais os candidatos que seguem para a fase de ofertas vinculativas, numa operação em que a identidade dos interessados continua sob reserva.
Destaques
- SATA Holding recebeu seis propostas não vinculativas em 21 de outubro para a privatização da sua empresa de handling.
- As propostas serão avaliadas segundo o caderno de encargos e apenas após essa etapa as entidades selecionadas apresentarão ofertas vinculativas.
- A identidade dos candidatos permanece confidencial até ao final do prazo para propostas vinculativas, seguindo o modelo usado na privatização da Azores Airlines.
Avaliação das propostas segue para fase seguinte
Segundo o Jornal de Negócios, citando um comunicado da SATA Holding, o grupo recebeu, em 21 de outubro, seis propostas não vinculativas no âmbito do processo de privatização da sua empresa de handling. As propostas serão agora analisadas e avaliadas nos termos previstos no caderno de encargos da operação.Quando essa avaliação estiver concluída, as entidades selecionadas serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, dando continuidade às etapas seguintes necessárias para concretizar a venda. A empresa não indicou prazos adicionais para essa decisão nem revelou a identidade dos participantes nesta fase.
Modelo repete privatização da Azores Airlines
A SATA Holding está a conduzir a venda do handling nos mesmos moldes do processo de privatização da Azores Airlines, mantendo sob sigilo a identidade dos candidatos e preservando o caráter competitivo do procedimento. O grupo afirmou que só divulgará os nomes das entidades envolvidas após terminar o prazo para a entrega das propostas vinculativas.No contexto da privatização da companhia aérea, o presidente da SATA, Tiago Santos, disse à Lusa que a divulgação das cinco empresas convidadas a avançar para a venda da Azores Airlines poderia causar prejuízos ao processo. Essa posição ajuda a explicar a opção do grupo por limitar a informação pública durante esta etapa das duas operações.
Na nossa publicação anterior sobre a privatização da Azores Airlines, detalhámos a passagem do processo para a fase de propostas vinculativas, após a SATA Holding convidar cinco candidatos que tinham apresentado ofertas não vinculativas. O texto explicou que está em causa a venda de pelo menos 75% da companhia, num calendário que apontava para uma decisão final até ao fim do ano, e que os nomes dos finalistas só seriam divulgados depois de recebidas as propostas vinculativas.
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