Bitcoin Suisse expande serviços de criptoativos para Portugal ao abrigo da licença MiCA
O mercado português de criptoativos continua a atrair operadores europeus que recorrem ao regime de passaporte do MiCA para entrar no país. Neste contexto, a Bitcoin Suisse prepara o arranque da atividade em Portugal com uma oferta dirigida a investidores de elevado património, empresas e instituições.
Destaques
- Bitcoin Suisse inicia operações em Portugal usando licença MiCA emitida no Liechtenstein, oferecendo negociação, staking e custódia para investidores institucionais.
- Empresa nomeia Rafaella Orelli e Alexander Spann para liderar expansão, visando atender demanda crescente por soluções cripto sofisticadas em Portugal.
- Bitcoin Suisse administra mais de 3 mil milhões de francos suíços em ativos digitais e aproveita abertura regulatória europeia enquanto apenas o Bison Bank possui licença portuguesa direta.
Entrada em Portugal com licença do Liechtenstein
Como noticiou o Jornal de Negócios, a Bitcoin Suisse anunciou esta terça-feira que vai começar a operar no mercado português usando a licença MiCA obtida no Liechtenstein. A plataforma, focada em investidores institucionais, passa a disponibilizar serviços de negociação, staking e custódia a pessoas com elevado património líquido, empresas, family offices e investidores institucionais em Portugal.Para apoiar a expansão, a empresa nomeou Rafaella Orelli, anteriormente no Bison Bank, e Alexander Spann para liderarem as operações no país. Em comunicado, a Bitcoin Suisse justifica a entrada com a procura crescente de investidores portugueses por uma oferta mais sofisticada do que a disponibilizada pelas plataformas de retalho, num mercado em que os bancos tradicionais muitas vezes não têm especialização em ativos digitais nem um modelo de serviço personalizado.
Segundo o CEO Roman Przibylla, a procura por soluções cripto tem vindo a crescer em Portugal, o que coloca a empresa numa posição favorável para servir este mercado com infraestrutura, serviços de nível institucional e gestão dedicada da relação com clientes.
Pressão competitiva no mercado nacional
A escolha de Portugal é apresentada pela empresa como estratégica, com base numa das comunidades de criptomoedas mais ativas da Europa e na capacidade do país para atrair indivíduos e famílias com mobilidade internacional. Esse enquadramento, refere a empresa, cria oportunidades para estabelecer relações com empreendedores, family offices e investidores privados que já incluem ativos digitais nas suas carteiras e procuram serviços especializados.A entrada da Bitcoin Suisse acontece numa fase em que o mercado nacional tem atraído várias empresas cripto registadas noutros países ao abrigo do mecanismo de passaporte previsto no Regulamento dos Mercados dos Criptoativos. Já para as instituições que pretendem obter licença diretamente junto do Banco de Portugal e da CMVM, o processo tem sido mais restritivo, sendo o Bison Bank o único a conseguir até agora autorização para continuar a operar no país.
Fundada em 2013, a Bitcoin Suisse afirma ter sob custódia mais de 3 mil milhões de francos suíços em ativos digitais, o equivalente a 3,24 mil milhões de euros ao câmbio indicado no comunicado. A empresa emprega mais de 200 trabalhadores distribuídos pela Suíça, Espaço Económico Europeu, Emirados Árabes Unidos e ilhas Bermudas.
Na nossa publicação anterior, destacámos a decisão da Athena Technology Solutions de escolher o Porto para instalar o seu primeiro escritório europeu e gerir a operação no continente a partir de Portugal. Explicámos que o novo centro integra funções comerciais, execução de projetos e apoio ao cliente, arrancando com cerca de seis profissionais e com planos de crescimento para 20 no primeiro ano e 100 em cinco anos.
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