Solana tenta se estabilizar perto de US$ 130, com os traders reconstruindo posições após a quebra da linha de tendência principal

Solana tenta se estabilizar perto de US$ 130, com os traders reconstruindo posições após a quebra da linha de tendência principal
O Solana se mantém próximo a US$ 130, com os traders se reposicionando após a quebra de uma importante linha de tendência.

A Solana é negociada perto de US$ 130 e está tentando se estabilizar após uma de suas maiores quedas de várias semanas em 2025. O token caiu cerca de 45% em relação ao seu pico em outubro, ultrapassando a linha de tendência ascendente de longa data que orientou sua recuperação desde abril.

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Destaques

- Solana se mantém perto de US$ 130 após uma queda de 45%.

- Os compradores defendem a zona de $118-$122, apesar do momentum de baixa.

- Os dados de derivativos mostram estabilização, já que os contratos em aberto se mantêm firmes.

O mercado agora está tentando se reerguer dentro de uma ampla zona de demanda, já que a atividade dos derivativos mostra um novo posicionamento, em vez de uma capitulação total. A quebra da linha de tendência ascendente continua sendo a mudança estrutural mais importante do trimestre. Quando o Solana ficou abaixo dessa linha no início de novembro, o preço caiu drasticamente através das MMEs de 20, 50 e 100 dias sem uma pausa significativa.

Dinâmica de preços do SOL (Fonte: TradingView)

Essas MMEs, agora agrupadas entre US$ 145 e US$ 166, representam a pesada zona de suprimento que separa a recuperação da fraqueza contínua. A MME de 200 dias, em US$ 179, acrescenta outra camada que os touros devem eventualmente superar para reverter a dinâmica mais ampla.

As Bandas de Bollinger se ampliaram, com o preço abraçando a banda inferior. Isso confirma a elevada volatilidade e o claro domínio dos vendedores. No entanto, o gráfico também mostra um bolsão definido de suporte: os compradores entraram repetidamente entre US$ 118 e US$ 122, uma zona de liquidez que tem atuado como uma plataforma de estabilização desde junho. A reação recente em torno de US$ 130 é mais limpa do que os testes anteriores, sinalizando que os participantes de longo prazo estão absorvendo a oferta, mesmo com a persistência da pressão de curto prazo. Um fechamento acima de US$ 134 marcaria a primeira baixa mais alta no período diário e permitiria um possível novo teste de US$ 145.

Fluxos e derivativos pintam um cenário misto, mas estabilizado

Os dados de fluxo na cadeia explicam parte da pressão recente. Os números da Coinglass mostram saídas persistentes até novembro, incluindo uma saída de US$ 15,7 milhões em 24 de novembro. Embora essas impressões em vermelho confirmem o suprimento contínuo de detentores de longa duração, a mudança importante é que o tamanho da saída começou a diminuir à medida que o preço se aproxima de US$ 130. No início do ano, os picos de saída mais profundos acompanhavam cada capitulação importante. A moderação agora sugere que as vendas forçadas estão diminuindo.

O posicionamento de derivativos é o sinal mais notável de estabilização. Os juros em aberto se mantêm próximos a US$ 6,9 bilhões, mesmo após a queda acentuada. Em condições de colapso, o declínio do preço geralmente coincide com o colapso dos contratos em aberto, já que as posições compradas liquidam e as vendidas realizam lucros. Nesse caso, os contratos em aberto permaneceram estáveis, enquanto o volume de negociação aumentou mais de 40% e o volume de opções subiu mais de 50%. Esse perfil se alinha com o reposicionamento tático e não com a saída motivada pelo pânico.

O índice long/short no mercado mais amplo está próximo da neutralidade, em 0,99, indicando um campo de batalha equilibrado. Mas os dados dos principais operadores contam uma história diferente. As principais contas da Binance mostram índices acima de 4,5, sugerindo que os traders sofisticados estão se posicionando para uma recuperação ou, pelo menos, uma recuperação mais profunda. As taxas de financiamento permanecem estáveis, aumentando a interpretação de que Solana está se redefinindo em vez de entrar em colapso estrutural.

As liquidações no início do declínio foram pesadas, mas essa intensidade arrefeceu. A alavancagem continua, mas o posicionamento mudou para padrões mais controlados nos mercados futuros e de opções.

Os principais níveis definem a próxima direção do Solana

O suporte continua concentrado em US$ 122 e US$ 118. Um rompimento abaixo de US$ 118 expõe a próxima grande plataforma de liquidez perto de US$ 105, o nível vinculado à base de acumulação da primavera. No lado positivo, US$ 134 é o gatilho imediato necessário para confirmar a estabilização. Acima disso, a barreira decisiva é a MME de 20 dias, perto de US$ 145. Um fechamento acima de US$ 145 forçaria as posições vendidas a se desfazerem e abriria um caminho em direção à MME de 50 dias, em US$ 166, onde a tendência mais ampla será testada.

Por enquanto, o Solana está em uma fase corretiva, mas não em um colapso estrutural. A tendência é de baixa, mas o posicionamento mostra um mercado se preparando para uma possível tentativa de reversão. A batalha pela região de US$ 118 a US$ 130 determinará se o Solana forma uma base duradoura ou se corre o risco de estender o declínio ainda mais para as zonas de suporte anteriores.

Perspectivas

O Solana está navegando em uma configuração frágil, mas que está melhorando. O preço enfraqueceu acentuadamente, mas os participantes de longo prazo continuam a se acumular dentro da faixa inferior, e a atividade de derivativos mostra um reposicionamento ativo em vez de uma rendição. Se os compradores conseguirem converter a região de US$ 118 a US$ 130 em uma base e recuperar US$ 145, o mercado poderá passar da estabilização para a recuperação.

Em uma análise anterior, observamos que a capacidade do Solana de defender sua linha de tendência ascendente definiria a força de seu ciclo mais amplo. Com essa linha agora rompida, o foco passa a ser se a zona de liquidez de US$ 118 a US$ 122 pode ancorar a próxima fase de consolidação.

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