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Mas guardámos tudo 🙂.
Os Emirados Árabes Unidos se tornaram o primeiro país árabe com uma tesouraria de bitcoin. Nas contas do país, foram identificados US$ 700 milhões em BTC. Se antes o estado estava associado apenas a petróleo e investimentos financeiros, agora está apostando em criptomoedas.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Os analistas da Arkham Intelligence foram os primeiros a descobrir endereços de bitcoin pertencentes aos Emirados Árabes Unidos. De acordo com dados de blockchain, a reserva do país agora detém 6.333 BTC no valor de cerca de US$ 700 milhões.
Essas moedas foram mineradas pela empresa pública de mineração Citadel, de propriedade do Royal Group. Fundada em 2022, a Citadel Mining opera uma das maiores empresas de mineração de bitcoin da região, localizada em Abu Dhabi.
Vale a pena observar que o Royal Group não é uma empresa estatal, mas está ligado às autoridades porque pertence a membros da elite governante. No entanto, a atitude dos Emirados Árabes Unidos em relação às criptomoedas nem sempre foi positiva.
No início da década de 2010, a postura dos Emirados Árabes Unidos em relação às criptomoedas era bastante cautelosa. O banco central emitiu avisos sobre os altos riscos e a instabilidade dos ativos digitais, considerando-os uma ameaça ao sistema financeiro. Naquela época, as criptomoedas eram vistas mais como uma fonte de problemas do que como uma ferramenta promissora.
A situação começou a mudar entre 2016 e 2018, quando as autoridades lançaram a Dubai Blockchain Strategy. Seu objetivo era implementar a tecnologia blockchain nos serviços governamentais e na economia. Em 2020, foi criada a autoridade reguladora Dubai Virtual Asset Regulatory Authority (VARA), que deu início à legalização das plataformas de criptografia e lançou as bases para o licenciamento dos principais participantes.
Em 2021-2023, o país licenciou oficialmente as maiores bolsas de criptografia, incluindo Binance e Bybit. Isso marcou a mudança final das proibições anteriores para a construção de um ecossistema Web3 e DeFi completo.
Os Emirados Árabes Unidos estão longe de ser o primeiro país a decidir acumular criptomoedas. O pioneiro foi El Salvador, que em 2021 tornou o bitcoin moeda legal. Desde então, o estado tem comprado regularmente BTC em seu tesouro, já tendo acumulado 6.268 BTC.

Reservas de Bitcoin dos governos. Dados da Arkham
O Butão seguiu um caminho diferente: por um longo tempo, ocultou sua participação no setor, mas depois se tornou conhecido sobre os investimentos do reino em mineração e o acúmulo de suas próprias reservas de criptografia. Hoje, o país detém 10.769 BTC.
Os maiores detentores continuam sendo os Estados Unidos e o Reino Unido. Seus bitcoins vieram como resultado de investigações e apreensões de ativos de plataformas ilegais. Assim, eles controlam 198.022 BTC e 61.245 BTC, respectivamente.
Como podemos ver, os Emirados Árabes Unidos se tornaram o quarto país em termos do tamanho de seu tesouro de bitcoin. Isso, é claro, não leva em conta os bitcoins da Coreia do Norte, cujos hackers roubaram cerca de 13.562 BTC.
Mas por que os Emirados Árabes Unidos decidiram escolher a principal criptomoeda para formar uma reserva? Para os Emirados Árabes Unidos, a aposta no bitcoin é uma continuação lógica da estratégia para diversificar a economia e reduzir a dependência das receitas do petróleo. As autoridades buscam garantir o status do país como um centro financeiro inovador capaz de competir com as capitais mundiais de capital. O desenvolvimento da infraestrutura de criptografia não apenas atrai bolsas globais e startups de tecnologia, mas também molda a imagem da região como um centro líder para investimentos em ativos digitais.
Essa política se encaixa na tendência global: o bitcoin está gradualmente se tornando parte das estratégias de tesouraria não apenas para empresas, mas também para governos. O exemplo da MicroStrategy, da Tesla e da Block mostrou que o BTC pode servir como o "novo ouro digital", funcionando como uma proteção contra a inflação e os riscos financeiros. Para países como os Emirados Árabes Unidos, incluir o bitcoin nas reservas não é apenas um passo para fortalecer a resiliência econômica, mas também um instrumento de posicionamento internacional diante da crescente concorrência.