Revolut expande estratégia na América Latina com avanço no setor bancário do Peru

Revolut expande estratégia na América Latina com avanço no setor bancário do Peru
Revolut solicita licença bancária completa no Peru

A empresa de fintech Revolut, sediada em Londres, que fornece serviços bancários e de pagamento digitais, solicitou uma licença bancária completa no Peru como parte de sua expansão na América Latina.

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O neobanco está fortalecendo sua presença na região em meio à intensificação da concorrência entre os bancos digitais. A Revolut planeja obter uma licença que lhe permita operar no Peru como um banco regulamentado, acrescentando o país à sua lista de mercados regionais, juntamente com México, Colômbia e Brasil.

A Revolut identificou as transferências de dinheiro e os pagamentos internacionais como elementos-chave de sua estratégia local, observando que cerca de um milhão de pessoas no Peru dependem de fundos enviados do exterior. No entanto, de acordo com a Bloomberg, a Revolut pretende competir principalmente com bancos estabelecidos, em vez de rivais emergentes de fintechs.

Em outubro de 2025, a Revolut introduziu um recurso de conversão de stablecoin para dólares americanos de 1:1, permitindo que os usuários trocassem dólares por USDC. Essa medida aumentou significativamente os volumes de pagamento em stablecoin na plataforma.

Batalha pelo mercado com participantes locais

O foco crescente da Revolut em stablecoins reflete uma tendência mais ampla entre as empresas de fintech que adotam stablecoins e serviços de criptografia em toda a América Latina.

Em agosto de 2024, o Mercado Livre lançou uma stablecoin atrelada ao dólar americano no Brasil por meio de seu braço financeiro, o Mercado Pago. O token, chamado Meli Dollar, está disponível para negociação no aplicativo Mercado Pago no Brasil, o maior mercado da empresa.

O Nubank, o maior banco digital da América Latina, também está desenvolvendo pagamentos em stablecoin indexados ao dólar americano vinculados a seus cartões de crédito.

Na Argentina, a empresa de carteira de criptomoedas e pagamentos Lemon levantou US$ 20 milhões em uma rodada de financiamento da Série B em outubro para apoiar sua expansão regional. A empresa já opera no Peru, onde afirma ter emitido mais de um milhão de carteiras em menos de um ano.

Julien Labroue, CEO da Revolut no Peru, disse que a expansão da empresa no país visa aumentar a concorrência e melhorar o acesso a serviços financeiros no mercado local.

De acordo com dados do Banco Mundial, as remessas para o Peru totalizaram US$ 4,93 bilhões em 2024. Enquanto isso, a Chainalysis informa que os volumes de transações de criptomoedas na América Latina atingiram quase US$ 1,5 trilhão entre julho de 2022 e junho de 2025.

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