PSI abre estável, com construtoras a liderarem ganhos e Galp sob pressão do petróleo
A bolsa de Lisboa inicia a sessão de terça-feira com variação quase nula, refletindo um mercado dividido entre subidas e quedas entre as cotadas do PSI. O sentimento dos investidores mantém-se cautelosamente otimista perante a perspetiva de uma trégua no Irão, enquanto a descida do petróleo penaliza a Galp na abertura.
Destaques
- O PSI abre estável a subir 0,01% para 9.171,55 pontos, com oito das 16 cotadas em alta e restantes em queda.
- Teixeira Duarte avança 1,16% para 0,435 euros e Mota-Engil ganha 0,74% para 4,918 euros, liderando os ganhos entre construtoras.
- Galp cai 0,56% para 18,80 euros, pressionada pela descida dos preços do petróleo e expectativa de resolução no conflito no Médio Oriente.
Construtoras sustentam arranque do PSI
Como relata o Jornal de Negócios, o PSI avança 0,01% para 9.171,55 pontos na abertura de terça-feira, com oito das 16 cotadas em alta e as restantes em queda.Entre os maiores ganhos destacam-se as duas construtoras cotadas no principal índice nacional. A Teixeira Duarte sobe 1,16% para 0,435 euros e a Mota-Engil ganha 0,74% para 4,918 euros, num setor particularmente exposto ao enquadramento internacional.
Entre os pesos pesados, a EDP Renováveis valoriza 0,30% para 13,37 euros e a Jerónimo Martins avança 0,09% para 21,16 euros. Também negoceiam em alta a Sonae, com 0,61%, a Corticeira Amorim, com 0,61%, a Semapa, com 0,22%, e os CTT, com 0,08%.
Petróleo pressiona Galp em sessão cautelosa
Do lado das perdas, a Galp recua 0,56% para 18,80 euros na abertura, pressionada pela ligeira descida dos preços do petróleo. O mercado acompanha a possibilidade de uma resolução próxima do conflito no Médio Oriente, fator que condiciona a evolução da energia e o desempenho de títulos ligados ao setor.O BCP desvaloriza 0,09% para 0,8882 euros. Também seguem em baixa a Ibersol, com menos 0,48%, a Navigator, com menos 0,47%, a Nos, com menos 0,27%, a REN, com menos 0,13%, e a Altri, com menos 0,10%.
A recente queda dos preços do petróleo Brent após sinais de avanços diplomáticos envolvendo o Irã e negociações de cessar-fogo foi tema de um artigo anterior da Traders Union. Na ocasião, destacámos que a volatilidade seguia elevada devido aos riscos no Estreito de Ormuz e que qualquer interrupção prolongada na navegação poderia voltar a pressionar a oferta e os preços da energia.
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