Consórcio Sacyr-DST avança com proposta para troço Oiã-Soure da alta velocidade
A corrida ao segundo troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto ganha um novo concorrente numa fase em que falta cerca de um mês para terminar o prazo de entrega de propostas. O segmento entre Oiã e Soure foi lançado com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros, um valor que o agrupamento considera, para já, adequado.
Destaques
- O consórcio Sacyr-DST, composto por Sacyr, DST e Alberto Couto Alves, apresentará proposta para o troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade Lisboa-Porto.
- O concurso para este segmento ferroviário foi lançado com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros, considerado adequado até o momento.
- A entrada do consórcio reforça a concorrência e o peso ibérico na contratualização de um dos principais projetos de investimento público ferroviário em Portugal.
Concurso entra na fase final
Ao Jornal de Negócios, José Teixeira, presidente da DST, disse que o consórcio formado pela espanhola Sacyr e pelas portuguesas DST e Alberto Couto Alves vai apresentar proposta para o segundo troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto, entre Oiã e Soure. O gestor indicou que o agrupamento mantém a mesma composição das três empresas nesta candidatura.José Teixeira afirmou também que o preço-base do concurso melhorou e que, até ao momento, não tem indicações de que esse valor seja insuficiente. O procedimento foi lançado com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros para este segmento da infraestrutura ferroviária.
Impacto no investimento ferroviário
A entrada do consórcio assegura maior concorrência num dos contratos mais relevantes da expansão da alta velocidade em Portugal. A presença de um agrupamento com uma construtora espanhola e duas empresas portuguesas reforça o peso do setor ibérico da construção numa obra com forte dimensão financeira e operacional.O avanço desta candidatura surge numa fase decisiva do concurso e pode influenciar a dinâmica competitiva de um projeto central para a ligação ferroviária entre Lisboa e Porto. Para o setor da construção e das infraestruturas, o troço Oiã-Soure representa uma das principais oportunidades de investimento público em transporte ferroviário.
Na nossa publicação anterior sobre a emissão obrigacionista da Mota-Engil, explicámos que a construtora lançou uma operação de até 50 milhões de euros a cinco anos, com taxa fixa bruta anual de 4,60%, incluindo também uma oferta de troca para alongar maturidades até 2031. O texto detalhava o calendário, as condições para investidores e o objetivo de reforçar recursos para o crescimento e ajustar o perfil da dívida ao cash flow.
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