PSI fecha em baixa ligeira com EDP a pesar no índice em Lisboa
A bolsa de Lisboa encerra a sessão de terça-feira em ligeira baixa, destoando do desempenho maioritariamente positivo das principais praças europeias. O recuo do PSI acontece num dia marcado pelo alívio relativo das tensões no Médio Oriente e pelo efeito técnico da EDP após o destacamento do dividendo.
Destaques
- O PSI recuou 0,04% para 9.164,62 pontos, com EDP a liderar as quedas ao desvalorizar 5,25% para 4,351 euros após ex-dividendo.
- Jerónimo Martins desceu 0,30% para 19,83 euros e Galp recuou 0,10% para 19,86 euros, pressionando o índice apesar do contexto externo positivo.
- O anúncio de um imposto sobre lucros extraordinários das energéticas pelo Governo, devido à subida do petróleo, agravou a pressão no setor.
Desempenho do PSI e pressão das cotadas
Como noticia o Jornal de Negócios, o PSI desce 0,04% para 9.164,62 pontos, com seis dos 16 títulos a negociarem em terreno negativo. A praça lisboeta contraria assim a tendência predominante nas restantes bolsas europeias na sessão de terça-feira.A EDP é o principal fator de pressão sobre o índice, ao cair 5,25% para 4,351 euros no dia em que as ações deixam de conferir direito ao dividendo. Sem esse efeito técnico, a queda da elétrica seria de 0,82%.
Entre os pesos pesados do mercado nacional, a Jerónimo Martins também recua 0,30% para 19,83 euros, enquanto a Galp cede 0,10% para 19,86 euros. Estas variações ajudam a limitar o desempenho do principal índice português.
Contexto geopolítico e impacto no setor energético
O enquadramento da sessão é marcado por sinais de redução das tensões no Médio Oriente, com os U.S. a garantirem que o cessar-fogo se encontra em vigor, apesar dos incidentes registados no dia anterior. Esse contexto mantém a atenção dos investidores centrada na evolução do crude e nos seus efeitos sobre os mercados europeus.No mesmo dia, o ministro das Finanças anuncia que o Governo está a delinear um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, devido à subida dos preços do petróleo associada à guerra no Médio Oriente. A perspetiva de nova carga fiscal acrescenta pressão sobre o setor e reforça a sensibilidade das cotadas energéticas em Lisboa.
Na nossa publicação anterior sobre a nova taxa sobre os lucros extraordinários das energéticas, explicámos que o Governo está a preparar um mecanismo inspirado no modelo aplicado em 2022 e que a proposta deverá seguir para o parlamento. Também destacámos que o desenho final da medida está a ser calibrado ao contexto atual e que a decisão de avançar cabe a Portugal, podendo traduzir-se num novo encargo para as empresas do setor.
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