Mota-Engil conclui emissão obrigacionista, Galp destaca sessão ex-dividendo em Portugal
Os mercados portugueses acompanham nesta terça-feira vários eventos empresariais e macroeconómicos, com destaque para o fim da oferta de obrigações sustentáveis da Mota-Engil e para a negociação das ações da Galp sem direito ao dividendo remanescente. A agenda inclui ainda novos indicadores do INE e dados internacionais sobre comércio externo, desemprego, PIB e petróleo, num contexto de volatilidade acrescida nos mercados energéticos.
Destaques
- Mota-Engil conclui emissão obrigacionista de 110 milhões de euros ligada à sustentabilidade, superando o valor inicial de 50 milhões e tornando-se a maior do retalho em Portugal.
- Galp Energia entra em ex-dividendo a 19 de maio, ações deixam de conferir direito a 0,33 euros por título a pagar a partir de 21 de maio.
- O excedente comercial da Zona Euro para março é estimado em 35 mil milhões de euros, próximo do máximo histórico de 35,54 mil milhões de março de 2025.
Operações empresariais e agenda do dia
Segundo o Jornal de Negócios, a emissão de obrigações ligadas à sustentabilidade da Mota-Engil termina esta terça-feira às 15:00, com prazo de cinco anos, taxa fixa bruta de 4,6% ao ano e investimento mínimo de 2.500 euros. A construtora mais do que duplicou a operação dirigida ao retalho, elevando o montante de 50 para 110 milhões de euros, o que a torna na maior emissão de sempre para este segmento.Na bolsa, a Galp Energia entra em ex-dividendo a 19 de maio, deixando as ações de conferir direito ao pagamento bruto remanescente de 0,33 euros por título, a distribuir a partir de 21 de maio. Em agosto de 2025, a empresa já tinha pago um dividendo intercalar de 0,31 euros por ação relativo ao exercício desse ano e, com a aprovação de um dividendo bruto total de 0,64 euros por título referente a 2025, falta agora liquidar os 0,33 euros restantes.
Indicadores económicos e pressão nos mercados energéticos
Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística divulga os índices de preços na produção industrial de abril. No exterior, a atenção centra-se na balança comercial da Zona Euro de março, depois de o bloco ter registado em fevereiro um excedente de 11,5 mil milhões de euros, enquanto a previsão para março aponta para 35 mil milhões, perto do máximo histórico de 35,54 mil milhões alcançado em março de 2025.A sessão inclui também os dados do desemprego de março no Reino Unido, a balança comercial de março em Espanha e os números preliminares do PIB do primeiro trimestre no Japão. Nos U.S., o American Petroleum Institute revela os stocks de crude da semana terminada a 16 de maio, antes da divulgação oficial pelo Departamento da Energia no dia seguinte, numa fase em que o impasse no estreito de Ormuz continua a condicionar a oferta global e a acentuar a volatilidade do petróleo.
Termina ainda esta terça-feira a reunião dos ministros das Finanças e dos banqueiros centrais do G7, que debate a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, além da preparação da cimeira de líderes de junho. O encontro decorre sob presidência rotativa de França, com Roland Lescure como anfitrião.
Na nossa publicação anterior, analisámos a subida do PSI impulsionada por energia e pela Mota-Engil, num dia em que a construtora se destacava na véspera do fim da sua emissão de obrigações. Também contextualizámos o movimento com a valorização do petróleo e as expectativas de menor pressão sobre a oferta de crude iraniano, que favoreceram títulos como a Galp, EDP e EDPR.
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