Preços do petróleo caem com avanço nas negociações entre EUA e Irã

Preços do petróleo caem com avanço nas negociações entre EUA e Irã
Petróleo reage a notícias do Irã

Os preços do petróleo despencaram no domingo após o presidente Donald Trump afirmar que as negociações com o Irã para restaurar o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz estavam avançando. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que os EUA não iriam se apressar para fechar um acordo.

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Segundo a CNBC, os contratos futuros do WTI caíram cerca de 5%, para US$ 91,65 por barril. O Brent também recuou cerca de 5% e foi negociado a US$ 98,30 por barril.

No sábado, o presidente dos EUA disse que um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, juntamente com outras questões, já estava em grande parte negociado e seria anunciado em breve. Trump já havia sugerido anteriormente que o conflito com o Irã estava próximo de uma resolução, mas as tensões voltaram a aumentar, elevando os preços do petróleo.

Na semana passada, o petróleo dos EUA acumulou queda superior a 8%, enquanto o Brent recuou mais de 5% após Trump afirmar que havia cancelado ataques aéreos planejados contra o Irã para dar mais tempo às negociações. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo subiram mais de 30% desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã.

Negociações continuam

No entanto, no domingo, Donald Trump afirmou que os negociadores dos EUA não deveriam se apressar em um acordo com o Irã que pudesse levar à reabertura total do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Segundo o presidente americano, ambos os lados devem "ter calma e fazer do jeito certo", informou o Financial Times.

A nova declaração de Trump mostrou que as negociações podem se estender. Em uma publicação no Truth Social, ele escreveu que o processo estava ocorrendo de maneira "ordenada e construtiva" e comparou com as conversas que levaram ao acordo nuclear de 2015, do qual os EUA se retiraram durante seu primeiro mandato. Segundo Trump, a abordagem atual é o "completo oposto" daquelas negociações.

Mais tarde, um alto funcionário do governo disse que o acordo com o Irã não seria assinado no domingo, embora as partes tivessem avançado. Um diplomata familiarizado com as discussões afirmou que o acordo deve, na prática, prorrogar o frágil cessar-fogo de 8 de abril por mais 60 dias. Durante esse período, o Estreito de Ormuz seria gradualmente reaberto, enquanto as partes preparariam o terreno para conversas sobre o programa nuclear iraniano.

Trump também ressaltou que o bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos, que pode ser flexibilizado caso haja acordo, permanecerá em "plena força" até que o acordo seja alcançado, certificado e assinado. "Ambos os lados devem ter calma e fazer do jeito certo. Não pode haver erros", afirmou o presidente americano.

Como começou

Os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro. Depois disso, as partes concordaram com um frágil cessar-fogo em 8 de abril, mas um acordo completo não foi alcançado. Diante da ameaça contínua de novos ataques, Teerã passou a usar o Estreito de Ormuz como principal ponto de pressão, já que uma parcela significativa do fornecimento global de petróleo passa por essa rota.

Como resultado, o Irã reduziu drasticamente o tráfego de navios pelo estreito, exigindo que embarcações obtivessem permissão para passar. Isso rapidamente transformou o conflito militar em uma crise energética: o fornecimento do Oriente Médio caiu, os preços do petróleo dispararam e os EUA responderam aumentando a pressão sobre o Irã e impondo um bloqueio a seus portos e embarcações. Por isso, as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz se tornaram um elemento-chave do acordo mais amplo entre Washington e Teerã.

Vale lembrar que o mercado de títulos do governo, normalmente visto como porto seguro em tempos de crise, também está sob pressão.

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