BCP avança com recompra de ações de 407,5 milhões de euros
Depois de ter anunciado uma política de distribuição de 90% dos lucros de 2025 aos acionistas, o Banco Comercial Português aprova agora um programa de recompra de ações até 407,5 milhões de euros. A operação representa 2,84% da capitalização bolsista do banco e decorre entre 4 de junho e 4 de dezembro de 2026, salvo cessação antecipada.
Destaques
- BCP vai recomprar até 1.184.370.167 ações, equivalente a 8% do capital, com um montante máximo de 407,46 milhões de euros.
- O programa decorre entre 4 de junho de 2026 e 4 de dezembro de 2026, podendo terminar antecipadamente se atingir o limite financeiro ou de ações.
- No âmbito da distribuição de 90% dos resultados de 2025, dos quais 40% será via recompra, a operação impacta diretamente a valorização das ações do BCP no mercado português.
Calendário e dimensão da operação
Como comunicado à CMVM pelo BCP, o programa prevê a aquisição de até 1.184.370.167 ações ordinárias, o equivalente a até 8% do total de ações representativas do capital social do banco.O montante máximo da recompra ascende a 407.458.786 euros. Segundo os termos anunciados, a operação tem início em 4 de junho de 2026 e termina em 4 de dezembro de 2026, podendo ser interrompida antes dessa data por decisão do banco ou caso seja atingido o número máximo de ações a adquirir ou o montante financeiro definido.
Distribuição de resultados e impacto no mercado
O banco já tinha indicado que iria distribuir 90% dos resultados de 2025 pelos acionistas, repartidos entre 50% em dividendos e 40% através deste programa de recompra. Em 2025, o BCP registou um lucro de 1.018,16 milhões de euros.A decisão reforça a remuneração aos acionistas e enquadra-se numa estratégia de gestão de capital com impacto direto na negociação das ações do banco no mercado português. A execução da recompra passa a ser um dos principais pontos de acompanhamento para investidores ao longo do segundo semestre de 2026.
Na nossa publicação anterior, analisámos a atribuição de cerca de 4 milhões de ações do BCP ao CEO e a outros membros da comissão executiva, no âmbito da remuneração variável de 2025 e de valores diferidos de anos anteriores. O contexto foi o lucro recorde de 1.018 milhões de euros em 2025 e a decisão de distribuir 90% desse resultado aos acionistas, combinando dividendos com um programa de recompra de ações.
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