PJ detém quatro na operação Imergente e leva PS a cooperar com autoridades
A operação Imergente da Polícia Judiciária atinge Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra e coloca sob investigação alegadas irregularidades em contratos públicos de autarquias e juntas de freguesia. O caso também provoca uma reação imediata da direção do PS, após diligências na sede nacional do partido em Lisboa.
Destaques
- Polícia Judiciária deteve quatro pessoas por suspeitas de crimes económico-financeiros e uma quinta por posse ilegal de arma, envolvendo 37 arguidos.
- A investigação abrange adjudicações alegadamente irregulares em entidades locais de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, incluindo a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
- Miguel Coelho suspendeu imediatamente o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa após ser associado à operação, aumentando pressão política sobre o PS.
Investigação centra-se em contratos públicos
Como noticiou o Jornal de Negócios, a Polícia Judiciária anunciou a detenção de quatro pessoas por suspeitas de crimes económico-financeiros e de uma quinta em flagrante por posse ilegal de arma. No inquérito, que envolve 37 arguidos, está em causa a alegada realização por câmaras municipais e juntas de freguesia de procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em violação das normas legais aplicáveis e com prejuízo para o erário público.As diligências decorrem em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra. A investigação aponta para adjudicações alegadamente irregulares em várias entidades locais, incluindo a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa.
Impacto político no PS e suspensão de mandato
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, afirma que o partido não é visado nas diligências e garante cooperação com as autoridades. O líder socialista diz que tudo fará para que a legalidade seja defendida em todos os níveis de responsabilidade do PS e acrescenta não ter informações sobre a eventual detenção do seu assessor, Duarte Moral.Miguel Coelho anuncia a suspensão imediata do mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência das notícias que associam o seu nome às diligências realizadas no âmbito da operação. Em comunicado, o também ex-presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior diz que se defenderá com a consciência tranquila, enquanto o caso reforça a pressão política sobre a gestão de contratação pública ao nível local.
Na nossa publicação anterior sobre a Operação Imergente, detalhámos a operação da Polícia Judiciária que colocou sob escrutínio contratos públicos adjudicados por ajuste direto e consulta prévia em várias autarquias, com destaque para a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. Explicámos que as buscas e detenções se inseriam num inquérito a alegadas irregularidades entre 2016 e 2022 e que o caso aumentava a pressão política e institucional para reforçar a fiscalização da contratação pública ao nível local.
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