Parlamentares da UE dão sinal verde para acordo comercial com os EUA antes do prazo das tarifas de Trump
Parlamentares da União Europeia deram aprovação preliminar a um acordo comercial com os EUA nesta terça-feira, aproximando Bruxelas da ratificação final antes do prazo das tarifas ameaçadas pelo presidente Donald Trump. A votação do comitê de comércio do Parlamento Europeu elimina um dos últimos grandes obstáculos para um acordo que visa evitar um novo confronto comercial transatlântico.
Destaques
- O comitê de comércio do Parlamento Europeu aprovou o acordo comercial com os EUA para consideração final.
- Espera-se que o Parlamento em plenário vote em meados de junho, antes da aprovação final pelos governos da UE.
- O acordo removeria muitas tarifas da UE sobre produtos dos EUA, mantendo salvaguardas contra futuras medidas tarifárias dos EUA.
- O prazo das tarifas de Trump em 4 de julho continua sendo o principal ponto de pressão política.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Votação no comitê abre caminho
Segundo a Bloomberg, o comitê de comércio do Parlamento apoiou a legislação para remover tarifas de importação da UE sobre muitos produtos dos EUA, um passo necessário para implementar o acordo comercial fechado no ano passado entre Washington e Bruxelas. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu em plenário em meados de junho e, depois, receber o aval final dos governos da UE, mas a votação no comitê é vista como um forte sinal de que o acordo deve ser aprovado.
O acordo ocorre após meses de atraso e tensão política. Negociadores e parlamentares da UE chegaram a um compromisso em maio após negociações com os Estados-membros, incluindo salvaguardas para proteger indústrias europeias caso os Estados Unidos não cumpram seus compromissos. O Comitê de Comércio Internacional do Parlamento Europeu havia agendado para 2 de junho a votação do acordo provisório vinculado ao chamado pacote legislativo Turnberry.
Ameaças tarifárias moldam o acordo
Pelo acordo, a UE removeria tarifas sobre a maioria dos produtos industriais dos EUA e daria acesso preferencial a alguns produtos agrícolas e de pesca americanos. Em troca, Washington concordou em limitar tarifas sobre muitas exportações europeias, embora autoridades e parlamentares da UE continuem preocupados com o cumprimento dos EUA e possíveis futuras ameaças tarifárias.
Trump havia alertado que a UE poderia enfrentar tarifas mais altas se não implementasse sua parte do acordo até 4 de julho. Essa pressão levou Bruxelas a avançar, apesar das críticas de alguns parlamentares que argumentam que o acordo favorece mais Washington do que a Europa.
Um teste para o comércio transatlântico
O acordo é importante porque a UE e os Estados Unidos continuam sendo os parceiros comerciais mais importantes um do outro. A Comissão Europeia afirma que o comércio UE-EUA de bens e serviços movimentou cerca de €1,6 trilhão em 2024, com mais de €4,2 bilhões em bens e serviços cruzando o Atlântico diariamente.
Para as empresas, a ratificação reduziria a incerteza após meses de ameaças tarifárias e atrasos na implementação. Para Bruxelas, a votação também é um cálculo político: aceitar um acordo imperfeito com salvaguardas ou arriscar uma nova escalada em uma relação comercial central para exportadores, fabricantes e consumidores europeus.
Anteriormente, noticiamos que a UE avançou com o acordo comercial com os EUA após ameaças tarifárias de Trump.
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