Augusta Labs capta primeira ronda e atinge avaliação de 50 milhões de euros
A startup portuguesa Augusta Labs assegura a sua primeira ronda de investimento apenas dois anos depois de ser fundada, alcançando uma avaliação de 50 milhões de euros. A operação reúne investidores ligados a quatro unicórnios portugueses e financia a expansão internacional da empresa na área da transformação em inteligência artificial.
Destaques
- Augusta Labs captou sua primeira ronda de investimento, atingindo uma avaliação de 50 milhões de euros com participação de fundos internacionais e líderes tecnológicos.
- O financiamento visa acelerar a expansão internacional da empresa, especialmente junto a firmas de private equity, e ampliar a contratação de jovens talentos em Portugal.
- A Augusta Labs cresce mais de seis vezes ao ano com mais de 40 funcionários, destacando-se como uma das tecnológicas de maior crescimento em Portugal e foco em IA empresarial.
Financiamento reforça plano de expansão
Conforme informou a Augusta Labs em comunicado, a ronda é liderada por alguns dos mais reconhecidos fundos internacionais de capital de risco e inclui um grupo de investidores anjo com ligações a grandes tecnológicas e empresas globais. Entre os nomes referidos estão Virgílio Bento e a equipa fundadora da Sword Health, através da EX Capital, Diogo Mónica, da Anchorage, Paulo Rosado, da OutSystems, e Nuno Sebastião, da Feedzai.Fundada em janeiro de 2024 por Rodrigo Fernandes, ex-Sword Health, e João Cerejeira, ex-McKinsey, a empresa nasce da iniciativa de dois amigos de longa data do Porto que passaram a viver num apartamento na Rua Augusta, em Lisboa. A tecnológica posiciona-se como parceira de empresas e firmas de private equity no desenvolvimento e escalabilidade de processos de transformação em IA.
Crescimento acelera presença internacional
Segundo a empresa, a Augusta Labs emprega mais de 40 trabalhadores e cresce mais de seis vezes por ano, apresentando-se como uma das tecnológicas de maior crescimento em Portugal. O novo financiamento destina-se a acelerar a expansão internacional, sobretudo junto de firmas de private equity, e a reforçar a estratégia de atração de jovens talentos em Portugal.O enquadramento da operação sinaliza também o interesse de investidores ligados ao ecossistema tecnológico português por empresas focadas em IA empresarial. Para o setor, a ronda reforça a visibilidade de Portugal como origem de startups capazes de captar capital cedo e de escalar serviços especializados para clientes internacionais.
Na nossa publicação anterior, a Alphabet (controladora do Google) detalhou planos para levantar cerca de US$ 80 bilhões em ofertas de ações, incluindo um acordo de investimento com a Berkshire Hathaway, para financiar projetos de IA em larga escala e a infraestrutura necessária. O texto também destacava a escalada dos gastos de capital e o foco da empresa nas TPUs como alternativa aos processadores da Nvidia, num contexto de crescente demanda por poder computacional.
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