Zona euro revê em baixa crescimento do PIB no primeiro trimestre, Portugal mantém expansão homóloga
A economia da zona euro abranda no arranque de 2026, com uma revisão em baixa do crescimento homólogo e uma contração em cadeia entre janeiro e março. Em Portugal, o PIB cresce 2,3% face ao mesmo período de 2025 e fica estável em relação ao quarto trimestre do ano passado.
Destaques
- O Eurostat reviu em baixa o crescimento homólogo do PIB da zona euro no primeiro trimestre para 0,3%, face aos 0,8% estimados em abril.
- Em variação em cadeia, o PIB da zona euro recuou 0,2% e o da União Europeia caiu 0,1%, ambos revertendo estimativas iniciais positivas.
- Portugal registou crescimento homólogo de 2,3% no primeiro trimestre, superando a média da zona euro e da União Europeia; Dinamarca liderou com 5,9%.
Revisão do Eurostat para o primeiro trimestre
Como divulgou o Jornal de Negócios, o Produto Interno Bruto da zona euro aumenta 0,3% em termos homólogos até março, abaixo da estimativa de 0,8% publicada em abril, enquanto a União Europeia regista uma subida de 0,7%, também inferior aos 1,0% estimados anteriormente.Na variação em cadeia, a economia da área do euro recua 0,2% e a da União Europeia desce 0,1%, invertendo a estimativa inicial de um crescimento de 0,1% em ambos os casos. Os dados indicam um arranque de ano mais fraco do que o inicialmente calculado pelo serviço estatístico europeu.
Portugal supera média europeia em termos homólogos
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, Portugal apresenta um crescimento homólogo de 2,3%, acima da média da zona euro e da União Europeia, enquanto o PIB permanece estável face ao quarto trimestre de 2025.Entre os Estados-membros, a Dinamarca lidera as subidas homólogas com 5,9%, seguida de Malta, com 4,3%, e da Polónia, com 3,5%. No sentido oposto, a Irlanda, com uma queda de 16,8%, e a Roménia, com menos 1,1%, registam os únicos recuos homólogos.
Em cadeia, os principais recuos surgem na Irlanda, com menos 12,1%, na Lituânia, com menos 0,3%, e na Suécia, com menos 0,2%. As maiores subidas trimestrais pertencem à Dinamarca, com 1,9%, à Estónia e a Malta, ambas com 1,1%, e à Finlândia, com 0,9%.
As vendas a retalho na Zona Euro e na União Europeia em abril, segundo o Eurostat, mantiveram crescimento homólogo (1,0% na área do euro e 0,9% na UE), mas recuaram em cadeia, sinalizando perda de ritmo no arranque do segundo trimestre. No mesmo período, Portugal destacou-se pelo aumento anual de 4,8% acima da média europeia, apesar de uma queda mensal de 0,8%, alinhada com o abrandamento observado no bloco.
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