Vendas a retalho na Zona Euro sobem em abril, Portugal cresce acima da média homóloga
O comércio a retalho na Zona Euro e na União Europeia mantém um crescimento homólogo em abril, embora registe uma contração face ao mês anterior. Em Portugal, o aumento anual de 4,8% supera a média europeia, mas a variação mensal mostra um recuo de 0,8%.
Destaques
- As vendas a retalho na Zona Euro aumentaram 1,0% em abril face ao ano anterior, enquanto a União Europeia subiu 0,9%.
- Portugal registou um crescimento anual de 4,8% nas vendas a retalho em abril, superando a média da Zona Euro e da UE.
- Em abril, as vendas a retalho recuaram 0,4% na Zona Euro em cadeia, com Portugal a cair 0,8% mensalmente.
Evolução das vendas no bloco europeu em abril
Segundo o Eurostat, as vendas a retalho aumentam 1,0% em abril na Zona Euro e 0,9% na União Europeia em termos homólogos.Na comparação com março, o indicador recua 0,4% na área do euro e 0,5% no conjunto da UE, sinalizando uma perda de ritmo no arranque do segundo trimestre.
Entre os Estados-membros com dados disponíveis, os maiores aumentos anuais no volume das vendas a retalho são registados na Lituânia, com 8,9%, na Bulgária, com 7,4%, e no Luxemburgo, com 6,6%. Em sentido contrário, os recuos mais acentuados surgem na Roménia, com menos 5,7%, na Bélgica, com menos 2,1%, e na Áustria, com menos 0,6%.
Portugal supera média anual, mas recua em cadeia
Em Portugal, as vendas a retalho aumentam 4,8% face a abril de 2025, um desempenho acima da média observada tanto na Zona Euro como na União Europeia.Já na variação em cadeia, o mercado português regista uma queda de 0,8%, acompanhando a tendência de abrandamento mensal vista no bloco europeu. No mesmo indicador, a Dinamarca apresenta o maior recuo, com menos 4,5%, seguida da Roménia, com menos 2,6%, e da Bélgica e da Eslováquia, ambas com menos 1,8%, enquanto a Lituânia, Malta e França registam subidas.
A importação de milhares de GPUs Nvidia para o centro de dados Start Campus, em Sines, foi destacada na nossa publicação como um fator que mexeu com as contas nacionais no início de 2026, ao impulsionar o investimento em máquinas e equipamentos e, ao mesmo tempo, pressionar as importações. O artigo explicou que este tipo de compras de bens de capital pode gerar oscilações relevantes no PIB e na balança comercial, num contexto em que Portugal tenta transformar a aposta em infraestrutura de cloud e IA em atividade económica mais duradoura.
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