Investimento e energia dos U.S. reforçam peso económico em Portugal

Investimento e energia dos U.S. reforçam peso económico em Portugal
Capital americano em alta

Portugal está a atrair mais capital norte-americano e a aprofundar a relação comercial com os U.S., num movimento que ganha expressão em setores industriais e energéticos. O reforço desta presença também se estende ao turismo, onde o mercado norte-americano atinge um novo máximo de receitas no país.

Destaques

  • Em 2025, o stock de investimento direto dos U.S. em Portugal atinge 16,8 mil milhões de euros, mais que dobrando face a 2020.
  • Os U.S. fornecem 10,2% das importações energéticas de Portugal em 2025, tornando-se o segundo maior fornecedor e líder em gás natural liquefeito no início do ano.
  • Receitas de turismo provenientes dos U.S. atingem 3,1 mil milhões de euros em 2025, equivalendo a 10,8% das exportações turísticas portuguesas e estabelecendo novo recorde.

Expansão do investimento e das compras de energia

Como noticiou o Público, os U.S. reforçam nos últimos anos a sua presença económica em Portugal, tanto através do investimento direto como do comércio de produtos energéticos. No final de 2025, o stock de investimento direto norte-americano ascende a 16,8 mil milhões de euros, mais do dobro do registado em 2020, colocando os U.S. como o terceiro maior investidor estrangeiro em Portugal, atrás de Espanha e de França.

A aposta norte-americana estende-se a áreas consideradas estratégicas, incluindo energias renováveis, centros de dados e indústria tecnológica. Entre os exemplos mais recentes estão a aquisição da Greenvolt pelo fundo KKR, o desenvolvimento do campus de centros de dados da Start Campus, em Sines, e o investimento de 57 milhões de euros da Sramport numa nova unidade industrial em Coimbra.

No setor energético, os U.S. também ganham relevância como fornecedores de petróleo e gás natural. Segundo dados da DGEG, o país é o segundo maior fornecedor de energia a Portugal em 2025, com 10,2% das importações nacionais, enquanto no gás natural liquefeito disputa a liderança com a Nigéria e chega a ser o principal fornecedor português no primeiro trimestre deste ano.

Vantagem industrial e impacto na economia portuguesa

A crescente disponibilidade de energia e o reforço do investimento externo sustentam a ideia de que Portugal reúne condições mais favoráveis para localizar atividade industrial. A combinação entre fornecimento energético, projetos em infraestruturas digitais e aposta em tecnologia ajuda a consolidar o posicionamento do país em segmentos de maior valor acrescentado.

O peso económico da relação com os U.S. também se reflete no turismo. Em 2025, os visitantes norte-americanos geram receitas de 3,1 mil milhões de euros, o equivalente a 10,8% das exportações turísticas portuguesas, um novo máximo histórico.

No mesmo ano, os turistas dos U.S. tornam-se o segundo maior mercado emissor para Portugal, apenas atrás do UK e à frente de Espanha. Esse desempenho reforça a diversificação da procura externa e amplia a contribuição norte-americana para a economia portuguesa em várias frentes.

A nossa publicação analisou como a combinação entre transição energética, soberania tecnológica e estabilidade institucional europeia pode reforçar a posição industrial de Portugal no reposicionamento da Europa entre os U.S. e a China. O texto destacou iniciativas da UE para acelerar autonomia tecnológica e apontou que o país pode beneficiar desta dinâmica ao atrair projetos e escalar soluções, desde que haja mais apoio público, compras orientadas e simplificação regulatória para dar previsibilidade aos investidores.

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