Inflação da Zona Euro acelera para 3,2% em maio, Portugal desacelera face a abril

Inflação da Zona Euro acelera para 3,2% em maio, Portugal desacelera face a abril
Inflação acelera em maio

A inflação anual na Zona Euro volta a subir em maio e prolonga para quatro meses a trajetória de aceleração dos preços no bloco. Em Portugal, a taxa harmonizada abranda face a abril para 3,1%, embora permaneça acima do nível registado no mesmo mês de 2025.

Destaques

  • A taxa de inflação anual da Zona Euro subiu para 3,2% em maio, acima dos 3,0% em abril e dos 1,9% em maio de 2025.
  • Em Portugal, a inflação desacelerou para 3,1% em maio, frente aos 3,3% de abril, apesar de estar acima dos 1,7% de maio de 2025.
  • Serviços contribuíram com 1,61 pontos percentuais para a inflação da Zona Euro, seguidos pela energia (0,98) e alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (0,36).

Dados de maio confirmam nova subida dos preços

De acordo com o Jornal de Negócios, segundo o Eurostat, a taxa de inflação anual da área do euro sobe para 3,2% em maio, acima dos 3,0% registados em abril e dos 1,9% observados em maio de 2025.

Na União Europeia, o indicador atinge 3,3%, acelerando face aos 3,2% do mês anterior e aos 2,2% homólogos. O serviço estatístico da UE indica ainda que, em comparação com abril de 2026, a inflação anual diminui em onze Estados-membros e aumenta em dezasseis.

Entre os países com taxas mais baixas medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor, destacam-se a Suécia, com 1,1%, e a Dinamarca e a República Checa, ambas com 1,8%. No extremo oposto, a Roménia regista 9,7%, a Bulgária 6,3% e a Lituânia 5,1%.

Energia e serviços mantêm pressão sobre os preços

Em Portugal, a inflação medida pelo IHPC fixa-se em 3,1% em maio. O valor representa uma subida face aos 1,7% registados no mesmo mês de 2025, mas traduz uma desaceleração em relação aos 3,3% de abril.

Na composição da inflação da Zona Euro, os serviços dão o maior contributo positivo, com 1,61 pontos percentuais. Seguem-se a energia, com 0,98 pontos percentuais, os alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, com 0,36 pontos percentuais, e os bens industriais não energéticos, com 0,23 pontos percentuais.

Na nossa publicação, analisámos a subida da taxa de vagas de emprego em Portugal para 1,6% no primeiro trimestre de 2026, num contexto em que vários países da União Europeia registaram descidas. O texto sublinhava que este indicador aponta para uma procura por trabalhadores mais resiliente, ajudando a sustentar a perceção de um desempenho económico acima da média europeia.

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