Europa e Canadá abrandam crescimento da despesa militar na NATO em 2026

Europa e Canadá abrandam crescimento da despesa militar na NATO em 2026
Despesas militares desaceleram

A despesa militar dos países europeus e do Canadá na NATO continua a subir em 2026, embora a um ritmo mais lento do que no ano anterior. A previsão da Aliança aponta para 634 mil milhões de dólares em gastos estritamente militares, enquanto Portugal deverá elevar a despesa em Defesa para 2,1% do PIB até ao fim do ano.

Destaques

  • Os aliados europeus e o Canadá devem gastar $634 mil milhões em despesas militares estritas em 2026, aumentando 11% face a 2025 e abaixo do crescimento de quase 20% do ano anterior.
  • Os 32 países da NATO comprometeram-se a aplicar pelo menos 5% do PIB em Defesa até 2035, incluindo 3,5% especificamente em gastos militares.
  • A NATO estima que Portugal atinja 2,1% do PIB em Defesa até ao final de 2024, representando aumento de cerca de €600 milhões face a 2025.

Projeções de despesa e metas da Aliança

Segundo Jornal de Negócios, como anunciou a NATO na semana passada, os aliados europeus e o Canadá deverão gastar 634 mil milhões de dólares, cerca de 555 mil milhões de euros ao câmbio atual, em despesas militares estritamente ditas durante 2026. O valor compara com 571 mil milhões de dólares em 2025, o que representa uma subida de 11%, abaixo do avanço de quase 20% registado no ano anterior.

No ano passado, os 32 países da Aliança comprometeram-se a aplicar pelo menos 5% do Produto Interno Bruto em despesas de defesa até 2035, incluindo 3,5% em gastos militares no sentido estrito. No caso português, a NATO estima que o país atinja 2,1% do PIB em Defesa até ao final deste ano, o que representa um acréscimo de perto de 600 milhões de euros face a 2025.

Apoio dos leitores ao reforço militar

O debate sobre o aumento do investimento em defesa recolhe apoio alargado entre os leitores do Negócios que responderam a uma consulta sobre o tema. Entre 311 respostas, 83% defendem que um maior investimento em defesa é o caminho certo para a Europa.

Dentro desse grupo, 65% afirmam concordar totalmente com o reforço do investimento militar. Em sentido contrário, 10% discordam desta orientação seguida pela Europa no quadro da NATO, enquanto quase 7% dizem não ter opinião sobre o tema.

Na nossa publicação anterior sobre os ajustamentos nas missões portuguesas no exterior e a avaliação pós-Cimeira da NATO em Ancara, explicámos como o Conselho Superior de Defesa Nacional deu parecer favorável a mudanças na Iniciativa Mar Aberto e na missão em São Tomé e Príncipe, além de analisar a possibilidade de uma nova missão multinacional. O texto sublinhou que estas decisões reforçam o alinhamento de Portugal com os compromissos aliados e apontam para maiores exigências de meios, treino e financiamento em Defesa.

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