Governo defende reforma laboral da AD como motor de crescimento económico em Portugal

Governo defende reforma laboral da AD como motor de crescimento económico em Portugal
Reforma laboral em destaque

No arranque do debate na generalidade sobre o Código do Trabalho, o Governo apresenta a proposta como uma continuação de reformas que, na sua leitura, apoiam ciclos de crescimento económico. A ministra do Trabalho sustenta que o diploma em discussão no Parlamento não reduz direitos dos trabalhadores e rejeita críticas da oposição à orientação da iniciativa.

Destaques

  • Rosário Palma Ramalho afirmou no Parlamento que a proposta laboral da AD não implica cortes de direitos dos trabalhadores.
  • A ministra destacou que as reformas laborais de Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho favoreceram a atividade empresarial e o investimento em Portugal.
  • Rosário Palma Ramalho afirmou que a reforma laboral de Passos Coelho, feita no contexto de uma queda do PIB superior a 4%, contribuiu posteriormente para um crescimento económico de 2%.

Defesa política da proposta laboral

Como noticiou o Jornal de Negócios, Rosário Palma Ramalho aproveita a primeira intervenção no debate para elogiar as reformas laborais aprovadas ao longo dos anos pelo PSD e para enquadrar o novo diploma como parte dessa linha política. A ministra afirma que na proposta apresentada ao Parlamento "não há cortes de direitos dos trabalhadores".

No mesmo debate, a governante acusa PS e PCP de formarem um "dueto nostálgico" ligado ao histórico da "geringonça" e critica uma visão que, na sua perspetiva, hostiliza as empresas. Rosário Palma Ramalho defende que é "um erro diabolizar o mundo empresarial" e sustenta que as reformas laborais associadas à AD foram as que verdadeiramente ajudaram a alavancar períodos de crescimento e a melhorar as condições de vida.

Impacto económico e enquadramento histórico

A ministra refere-se às reformas laborais de Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho para sustentar a ideia de continuidade entre a proposta atual e anteriores mudanças no mercado de trabalho. No seu argumento, estas medidas criam condições mais favoráveis à atividade empresarial e ao investimento, com reflexos na economia portuguesa.

Ao destacar a reforma laboral de Passos Coelho, Rosário Palma Ramalho afirma que os seus efeitos ainda sustentam o país. A governante enquadra essa revisão no período do programa de ajustamento da troika e diz que ocorreu num contexto em que o PIB se afundava mais de 4%, defendendo que a reforma contribuiu depois para devolver Portugal a um crescimento de 2%.

A revisão do Código do Trabalho sobre a impugnação de despedimentos esteve em debate no Parlamento, num contexto de forte recurso aos tribunais, sobretudo em despedimentos individuais. Na nossa publicação, explicámos que as mudanças podem alterar o equilíbrio entre a proteção do trabalhador e os mecanismos ao dispor das empresas, incluindo a forma como se contesta a legalidade do despedimento e as condições de reintegração.

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