Infraestruturas de Portugal lança concessão do terminal de Tadim e prevê 657.924 euros com duas operações ferroviárias

Infraestruturas de Portugal lança concessão do terminal de Tadim e prevê 657.924 euros com duas operações ferroviárias
Concessão terminal Tadim

A Infraestruturas de Portugal avança com novos concursos para a exploração de terminais ferroviários de mercadorias em Tadim e Mortágua, reforçando a gestão concessionada de ativos do domínio público ferroviário. O processo define rendas mínimas, metas de tráfego e prazos de exploração que, nos períodos iniciais das duas concessões, representam um encaixe total previsto de 657.924 euros.

Destaques

  • Infraestruturas de Portugal abriu concurso público para concessão do terminal ferroviário de Tadim por três anos, com renda mínima mensal de 13.719 euros.
  • Área concessionada em Tadim soma 57.161 m², exige pelo menos 480 comboios/ano, e contrato pode ser renovado até duas vezes por igual período.
  • IP prevê receita combinada de 657.924 euros com os concursos dos terminais de Tadim e Mortágua durante os prazos iniciais das concessões.

Condições das concessões e calendário

Como publicado em Diário da República, a Infraestruturas de Portugal lançou um concurso público para a concessão de exploração do terminal ferroviário de mercadorias de Tadim, integrado no Ramal de Braga, por um período de três anos e com uma renda mínima mensal de 13.719 euros. As propostas devem ser entregues no prazo de 30 dias úteis e apenas podem concorrer empresas cujo objeto exclusivo abranja as atividades ligadas à concessão, nomeadamente cargas, descargas e armazenamento de mercadorias.

A área concessionada em Tadim soma 57.161 metros quadrados e o contrato pode ser renovado até duas vezes por igual período, desde que sejam cumpridas as condições previstas no caderno de encargos. A adjudicação depende da classificação obtida em dois critérios, o número de comboios anuais proposto, que tem de ser igual ou superior a 480, e a renda mensal oferecida, que não pode ser inferior a 13.719 euros, sob pena de exclusão.

Em caso de empate, prevalece primeiro a proposta com maior número de comboios anuais, depois a que apresentar a renda mensal mais elevada e, se a igualdade persistir, a decisão é feita por sorteio nas instalações da IP, em data e hora a designar. A empresa reserva-se ainda o direito de não adjudicar qualquer das propostas recebidas.

Impacto financeiro e extensão a Mortágua

Na sexta-feira, a IP lançou um concurso semelhante para o Terminal de Mercadorias de Mortágua, neste caso para a concessão de exploração de bens do domínio público ferroviário com uma área de 10.935 metros quadrados. O prazo inicial é de cinco anos, com possibilidade de duas renovações de dois anos cada, e exige um mínimo de 52 comboios anuais e uma renda mensal de pelo menos 2.734 euros.

Com base nos valores mínimos definidos, a IP prevê encaixar 493.884 euros com o terminal de Tadim e 164.040 euros com o de Mortágua durante os prazos iniciais das concessões. Isso eleva o montante combinado esperado para 657.924 euros, num momento em que a empresa prossegue a colocação no mercado de infraestruturas ferroviárias ligadas à logística de mercadorias.

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes emitiu em maio parecer prévio vinculativo sobre as peças dos procedimentos, embora essa documentação ainda não esteja disponível para consulta. A operação insere-se no setor do transporte e da logística ferroviária, onde a definição de tráfego mínimo e renda fixa procura assegurar utilização regular dos terminais e retorno financeiro para a gestora da infraestrutura.

A criação de um fundo soberano de Portugal foi um dos temas que a nossa publicação acompanhou, com o Governo a anunciar um instrumento junto do IGCP para adquirir participações em empresas consideradas estratégicas, incluindo no setor das infraestruturas. No mesmo enquadramento político, o primeiro-ministro Luís Montenegro reiterou o compromisso de não cortar pensões nem alterar a idade da reforma, sublinhando a necessidade de reforçar a resiliência económica do país.

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