Portugal vai criar fundo soberano para participações em setores estratégicos

Portugal vai criar fundo soberano para participações em setores estratégicos
Portugal lança fundo soberano

O Governo anuncia a criação de um fundo soberano de Portugal para reforçar a intervenção do Estado em empresas consideradas estratégicas. A iniciativa é apresentada num momento de debate político sobre resiliência económica, pensões e o papel público em áreas como banca, infraestruturas e energia.

Destaques

  • O governo português vai criar um fundo soberano junto do IGCP para adquirir participações relevantes em empresas estratégicas dos setores da banca, infraestruturas e energia.
  • O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que o objetivo do fundo é reforçar a autonomia e intervenção do Estado em setores centrais para a resiliência económica.
  • Montenegro reiterou publicamente o compromisso de não alterar a idade da reforma nem cortar pensões, mantendo a sustentabilidade do sistema e excluindo mudanças na lei laboral após rejeição parlamentar.

Plano para banca, infraestruturas e energia

Como noticiou o Jornal de Negócios, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou este domingo que o executivo vai criar um fundo soberano junto do IGCP para entrar no capital de empresas estratégicas. O objetivo, segundo o chefe do Governo, é dotar o Estado de um instrumento de autonomia e de intervenção em setores considerados centrais para a resiliência do país.

Montenegro indica que a intenção passa por assegurar participações acionistas relevantes em empresas estratégicas, abrangendo áreas que podem ir da banca às infraestruturas e à energia. A referência à energia surge como um dos fatores que, na ótica do executivo, dá a Portugal vantagens claras na localização industrial.

Debate político inclui pensões e lei laboral

No mesmo contexto político, o primeiro-ministro volta a afastar alterações à idade da reforma e insiste que o pagamento das pensões não será posto em causa. Montenegro afirma que baixar a idade das reformas hoje significaria cortar pensões amanhã e reafirma que as pensões são sagradas.

Após o chumbo parlamentar do pacote de revisão da lei laboral, na sequência da oposição do Chega, o líder do executivo sustenta que proteger o bem-estar dos atuais e futuros pensionistas é um princípio inegociável. Também recupera um compromisso assumido em campanha, dizendo que se demitiria no dia em que tivesse de cortar pensões, posição que volta agora a reiterar.

O chumbo parlamentar da revisão da lei laboral foi o foco da nossa publicação, depois de o Chega ter votado contra por falta de entendimento com o Governo. No centro do impasse estiveram exigências sobre a descida imediata da idade da reforma e propostas para limitar pensões mais elevadas, o que acabou por adiar mudanças relevantes no mercado de trabalho e expor dificuldades em formar maiorias para reformas com impacto na despesa social.

Este material pode conter opiniões de terceiros, nenhum dos dados e informações nesta página constitui aconselhamento de investimento de acordo com o nosso Aviso Legal. Embora sigamos rigorosos Padrões Editoriais, este post pode conter referências a produtos de nossos parceiros.