Portugal regista subida do AIMI com mais de 100 mil contribuintes
O universo de contribuintes abrangidos pelo Adicional ao IMI ultrapassa pela primeira vez os 100 mil, num sinal de maior atividade no mercado imobiliário português. Em 2025, o imposto chega a 101.820 contribuintes, com o avanço mais forte desde a sua criação e um crescimento mais acelerado entre as famílias do que entre as empresas.
Destaques
- O número de contribuintes sujeitos ao AIMI em Portugal aumenta 8,9% em 2025, ultrapassando pela primeira vez os 100 mil, totalizando 101.820.
- O crescimento de contribuintes singulares no AIMI atinge 22% em 2025, superando largamente o aumento de 6% registado nas empresas.
- O aumento inédito do AIMI reflete o dinamismo do mercado imobiliário e reforça a pressão fiscal sobre a valorização e expansão do património imobiliário nacional.
Crescimento do imposto reflete mercado imobiliário
Como noticiado pelo Jornal de Negócios, o número de contribuintes que tem de pagar AIMI sobe 8,9% em 2025 face ao ano anterior, superando pela primeira vez a marca dos 100 mil. O total atinge 101.820 contribuintes, num aumento que o texto associa ao dinamismo do mercado imobiliário nacional e ao reforço do investimento no setor.A evolução representa também o maior aumento desde que o adicional foi criado. As empresas continuam a concentrar a maior fatia deste imposto, embora o alargamento da base de incidência também passe pelas famílias.
Famílias aceleram mais do que empresas
Entre os contribuintes singulares, o crescimento chega a 22%, acima da subida registada no segmento empresarial. No caso das empresas, o aumento é de 6%, indicando que a expansão do AIMI em 2025 é impulsionada de forma mais intensa pelos proprietários individuais.Os dados sugerem uma base de tributação mais ampla no imobiliário, num contexto em que o investimento no setor continua a ganhar expressão em Portugal. Para o mercado, a subida do número de contribuintes aponta para maior pressão fiscal associada à valorização e à expansão do património sujeito a este adicional.
Na nossa publicação anterior sobre a subida das avaliações bancárias à habitação em Portugal, destacámos que o valor mediano voltou a aumentar, para 2.208 euros por metro quadrado em maio, com ganhos mensais e homólogos expressivos. O texto sublinhou ainda a aceleração da atividade de avaliações e a manutenção de Grande Lisboa e Algarve entre as regiões com preços mais elevados, reforçando a tendência de pressão nos valores do imobiliário.
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