Avaliações bancárias da habitação em Portugal sobem em maio e reforçam pressão no mercado imobiliário
O mercado habitacional português mantém uma trajetória de valorização nas avaliações usadas pelos bancos para conceder crédito, com os preços medianos a avançarem novamente em maio. O movimento prolonga a tendência de subida observada desde dezembro de 2023 e abrange todas as regiões do país, sem registo de quedas em termos mensais ou homólogos.
Destaques
- O valor mediano das avaliações bancárias à habitação em Portugal subiu para 2.208 euros por metro quadrado em maio, alta mensal de 1,6% e anual de 17,1%.
- O número de avaliações bancárias aumentou para cerca de 35,5 mil em maio, expandindo 3,1% no mês e 0,8% face a 2025, com atividade crescente desde fevereiro.
- Grande Lisboa e Algarve mantêm os valores mais altos nos apartamentos (3.378 euros e 2.945 euros/m²), enquanto os T1 sobem 40 euros para 3.279 euros/m² e as moradias registam alta homóloga de 13,4%.
Subida das avaliações acelera em maio
Como divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, o valor mediano das avaliações bancárias à habitação sobe para 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior, o equivalente a um aumento mensal de 1,6%. Em termos homólogos, a variação atinge 17,1%, acima da registada em abril.O número de avaliações consideradas ronda 35,5 mil, o que representa uma subida de 3,1% face ao mês anterior e de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Este indicador está a aumentar desde fevereiro, sinalizando uma atividade de avaliação mais intensa no mercado de crédito à habitação.
Entre as regiões, Oeste e Vale do Tejo e Norte registam os avanços mensais mais expressivos, ambos de 1,9%. Na comparação com maio de 2025, a Península de Setúbal apresenta a maior subida, com uma variação de 22,5%, sem que se observe qualquer descida regional.
Lisboa e Algarve mantêm valores mais elevados
Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária fixa-se em 2.580 euros por metro quadrado, mais 19,7% do que em maio de 2025. A Grande Lisboa, com 3.378 euros por metro quadrado, e o Algarve, com 2.945 euros, continuam a concentrar os valores mais altos, enquanto Alentejo e Centro registam os mais baixos, com 1.584 euros e 1.686 euros, respetivamente.Por tipologia, os apartamentos T1 sobem 40 euros, para 3.279 euros por metro quadrado, enquanto os T2 e T3 avançam 26 euros e 30 euros, para 2.641 euros e 2.229 euros. Estas três tipologias representam 92,2% das avaliações de apartamentos realizadas em maio.
Nas moradias, o valor mediano atinge 1.581 euros por metro quadrado, o que corresponde a um aumento homólogo de 13,4%. A Grande Lisboa e o Algarve também lideram neste segmento, com 2.874 euros e 2.786 euros, enquanto o Centro e o Alentejo apresentam os valores mais baixos; Açores e Oeste e Vale do Tejo registam os crescimentos homólogos mais elevados, ambos de 18,6%.
Na nossa publicação anterior, acompanhámos o ambiente de mercado marcado por tensão geopolítica no Médio Oriente e pela volatilidade do petróleo, bem como pelos sinais de política monetária que podem influenciar as condições de financiamento. No mesmo contexto, destacámos os dados de abril sobre a avaliação bancária da habitação em Portugal, com o valor mediano a subir para 2.174 euros/m², reforçando a tendência de pressão nos preços e a atenção ao acesso ao crédito.
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