Algarve avança com fusão de associações turísticas para reforçar representação empresarial
As duas principais associações empresariais da hotelaria e restauração do Algarve avançam com um processo de fusão que pretende criar uma estrutura mais abrangente para o setor turístico regional. A nova Associação de Empresas Turísticas do Algarve, AETA, deverá ficar concluída até ao final de 2026, sujeita aos procedimentos legais e administrativos ainda em curso.
Destaques
- A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) e a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AHISA) assinaram um memorando para fusão em Albufeira.
- A futura Associação de Empresas Turísticas do Algarve (AETA), criada até 2026, pretende representar mais de 1.200 empresas dos setores de hotelaria, restauração, animação turística e imobiliário.
- A fusão visa reforçar a representação empresarial do turismo do Algarve junto de entidades públicas e privadas, unificando a voz do setor na região.
Memorando lança nova associação até 2026
Segundo Jornal de Negócios, citando a Lusa, o memorando de entendimento que formaliza a fusão entre a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, AHETA, e a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, AHISA, foi assinado em Albufeira, no distrito de Faro. O documento marca também a criação da futura Associação de Empresas Turísticas do Algarve, AETA.Hélder Martins, presidente da AHETA, disse que a aproximação entre as duas estruturas surge após vários anos de tentativas falhadas de entendimento. O dirigente afirmou que o avanço agora registado resulta da vontade das atuais lideranças em concretizar uma união há muito discutida e defendeu que ambas as associações partilham objetivos comuns e representam setores complementares da atividade turística.
Segundo o responsável, a AHISA, criada em 1971 e com cerca de 900 associados, integra os setores da hotelaria e da restauração. Já a AHETA, com 300 associados, representa a hotelaria, a animação turística e a atividade imobiliária ligada ao turismo, numa combinação que, na sua perspetiva, permite criar uma estrutura mais representativa e com maior alcance empresarial.
Setor procura falar a uma só voz no Algarve
A designação AETA foi escolhida para refletir um âmbito mais alargado do que a representação exclusiva da hotelaria, abrindo a adesão a diferentes empresas ligadas ao turismo. Hélder Martins sustentou que a nova entidade deverá reforçar a capacidade de representação do setor junto de entidades públicas e privadas, numa região em que o turismo mantém um peso central na economia.O presidente da AHETA considerou ainda que a fusão contraria uma tradição de fragmentação associativa no Algarve e pode funcionar como sinal de maior convergência entre agentes económicos da região. Daniel do Adro, presidente da AHISA, classificou a operação como fundamental para representar os interesses comuns dos empresários turísticos e enfrentar os desafios futuros do setor.
A cerimónia de assinatura do memorando foi presidida pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado. Também participaram os presidentes do Turismo de Portugal, Carlos Abade, e da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros.
Na nossa publicação anterior sobre a rentabilidade das empresas em Portugal no primeiro trimestre, destacámos a subida para 9,5%, perto de máximos históricos, apoiada pela expansão de margens e por condições financeiras mais favoráveis. Também referimos o reforço da autonomia financeira e a descida do custo de financiamento, fatores que tendem a facilitar investimento, contratação e maior estabilidade da atividade económica.
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