Pharol regista novas renúncias no conselho de administração antes da assembleia-geral
A Pharol enfrenta novas saídas na liderança numa fase de transição da sua estrutura de governo. Luís Palha da Silva renuncia ao cargo de presidente do conselho de administração e a administradora não executiva Rafaela Figueira também deixa funções, com efeitos nos termos e prazos legais.
Destaques
- As renúncias de Luís Palha da Silva e Rafaela Figueira, comunicadas em 13 de julho, agravam o vazio no conselho de administração da Pharol.
- Após a renúncia de Diogo Castanheira Pereira em 30 de junho, Pharol anunciou assembleia-geral para 30 de julho para recompor os órgãos sociais.
- Em 2024, Pharol reduziu o número de administradores de seis para três, mas com as recentes saídas, a administração fica temporariamente vacante.
Renúncias agravam vazio na administração
Segundo Jornal de Negócios, conforme comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, as duas renúncias foram informadas esta segunda-feira, 13 de julho, e produzem efeito nos termos e prazos legais.As saídas surgem depois de Diogo Castanheira Pereira ter renunciado ao cargo de membro não executivo em 30 de junho. Na sequência dessa decisão, a Pharol anunciou em 9 de julho a convocatória da assembleia-geral, ficando agora sem os dois membros que ainda restavam na administração.
Antes de abandonar o cargo, Luís Palha da Silva comunicou ao presidente do conselho fiscal e ao conselho de administração da antiga Portugal Telecom SGPS que, por razões de ordem pessoal, não estaria disponível para integrar qualquer lista para a eleição de membros do conselho de administração na assembleia-geral marcada para 30 de julho.
Assembleia de 30 de julho ganha peso decisivo
Palha da Silva assume a presidência da ex-PT SGPS desde 2015, quando substitui João de Mello Franco na liderança da sociedade gestora de participações sociais. Mantém-se no cargo desde então, num período em que a empresa reduz a dimensão da administração.Em 2024, a Pharol reduz o número de administradores de seis para três, ficando a equipa composta por Luís Palha da Silva, Rafaela Figueira e Diogo Castanheira Pereira. Com a saída dos três membros, a assembleia-geral de 30 de julho ganha relevância para a recomposição dos órgãos sociais da empresa.
No nosso artigo anterior sobre a desaceleração da atividade inovadora das empresas em Portugal no triénio 2022-2024, destacámos que a taxa de empresas inovadoras caiu para 42,5%, embora se mantenha acima dos níveis pré-2018. Sublinhámos ainda a concentração do esforço de inovação nas empresas de maior dimensão e em setores como informação e comunicação e finanças, bem como o peso regional da Grande Lisboa e do Norte na despesa total em inovação.
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