A bolsa de Lisboa encerra em baixa numa sessão de direção incerta nas principais praças europeias, enquanto o setor tecnológico volta a pesar sobre o sentimento dos investidores em plena época de resultados. O PSI soma a terceira queda consecutiva e termina nos 9.037,45 pontos, com nove dos 16 títulos no vermelho.
Destaques
- O índice PSI caiu 0,52% nesta quinta-feira, pressionado pelas quedas da EDP (-1,31%), EDPR (-1,49%) e BCP (-0,86%).
- A descida do PSI reflete um ambiente hesitante nas bolsas europeias, com o setor tecnológico a condicionar os mercados durante a temporada de resultados.
- Nove dos 16 títulos do PSI fecharam em baixa, prolongando a sequência negativa do índice e evidenciando o peso das energéticas e banca na sua evolução.
Queda do PSI na sessão de quinta-feira
Segundo o Jornal de Negócios, o índice de referência da bolsa portuguesa desce 0,52% esta quinta-feira, pressionado sobretudo pelo grupo EDP e pelo BCP, num contexto de tendência indefinida entre os principais mercados europeus.A EDPR recua 1,49% para 13,84 euros e a EDP perde 1,31% para 4,521 euros, contribuindo para o desempenho negativo do PSI. O BCP, um dos títulos com maior peso no índice, cai 0,86% para 1,0375 euros.
Entre as restantes cotadas de maior expressão, a Galp baixa 0,76% para 18,82 euros e a Sonae recua 0,72% para 2,075 euros. Em sentido oposto, a Jerónimo Martins lidera os ganhos da sessão com uma valorização de 1,66% para 16,49 euros.
Pressão setorial e impacto no mercado português
A sessão em Lisboa acompanha um ambiente mais hesitante nas bolsas europeias, numa fase em que o setor tecnológico volta a condicionar os mercados durante a temporada de resultados empresariais.Para o mercado português, a descida prolonga a sequência negativa do PSI e evidencia o peso que grandes cotadas de energia e banca mantêm na evolução diária do índice. A distribuição de quedas por nove dos 16 títulos mostra um sentimento mais defensivo entre os investidores nesta sessão.
Na nossa publicação anterior sobre o fecho em baixa do PSI, destacámos que o índice terminou a sessão anterior nos 9.084,95 pontos, prolongando a pressão sobre a Bolsa de Lisboa num dia misto na Europa. Nesse contexto, a Galp esteve entre os principais fatores de queda, enquanto EDP e EDP Renováveis ajudaram a limitar perdas mais acentuadas, com os investidores atentos à época de resultados e ao enquadramento geopolítico.
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