CGD avança com proposta vinculativa para venda do Banco Caixa Geral no Brasil
A venda da operação da Caixa Geral de Depósitos no Brasil entra numa nova etapa com a apresentação de pelo menos uma proposta vinculativa para a compra do Banco Caixa Geral - Brasil. O dossiê segue agora para discussão na reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira, num processo ligado ao plano de reestruturação acordado com Bruxelas.
Destaques
- MD Capital apresentou uma proposta vinculativa para adquirir o Banco Caixa Geral - Brasil, agora sob análise do Governo português.
- Restam apenas dois candidatos com propostas vinculativas para a compra do Banco Caixa Geral - Brasil, após início com quatro interessados.
- A venda do Banco Caixa Geral - Brasil faz parte do plano de reestruturação da CGD negociado em 2016 com Bruxelas após a recapitalização de 3,9 mil milhões de euros.
Proposta vinculativa segue para o Governo
Como escreveu o Jornal de Negócios, citando o Público, a MD Capital apresentou uma proposta de compra para o Banco Caixa Geral - Brasil, detido pela portuguesa Caixa Geral de Depósitos. A entidade brasileira, recentemente constituída, integra na sua estrutura responsáveis com experiência no setor bancário.O tema vai ser discutido na reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros. Em março deste ano, o Governo aprovou uma nova fase da venda do banco da CGD no Brasil.
O Negócios noticiou pouco depois que o processo contava com quatro interessados. Agora, o Público adianta que apenas dois apresentaram uma proposta vinculativa.
Alienação mantém peso no plano de reestruturação
A alienação do Banco Caixa Geral - Brasil decorre ainda do plano de reestruturação da CGD negociado em 2016 com a Comissão Europeia e iniciado em 2017. A saída desta operação foi uma das exigências de Bruxelas no âmbito da recapitalização de 3,9 mil milhões de euros.O avanço para a fase de propostas vinculativas mostra que o processo de desinvestimento continua em execução num ativo internacional que permanece associado aos compromissos assumidos pela CGD perante as autoridades europeias. Para o setor bancário português, o desfecho da operação poderá representar mais um passo no fecho de um processo regulatório iniciado há quase uma década.
A alienação de participações estatais em 17 empresas foi destacada na nossa publicação anterior como parte da reorganização do Setor Empresarial do Estado e da redefinição do papel da Parpública. No texto, explicámos que o Governo pretende sair de posições consideradas não estratégicas — com uma estimativa de encaixe de cerca de 22 milhões de euros para as oito empresas nessa categoria — num movimento mais amplo de revisão da governação e do perímetro das participações públicas.
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