Portugal vê juros dos novos depósitos a prazo subirem para 1,55% em junho

Portugal vê juros dos novos depósitos a prazo subirem para 1,55% em junho
Juros sobem para 1,55%

As famílias em Portugal continuam a obter uma remuneração mais elevada nas novas aplicações a prazo, com a taxa média a subir pelo quinto mês consecutivo em junho. O movimento leva os juros destes depósitos a superarem novamente a fasquia de 1,5%, algo que não acontecia desde abril de 2025.

Destaques

  • A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares subiu de 1,49% em maio para 1,55% em junho, segundo o Banco de Portugal.
  • Depósitos com prazo até um ano concentraram 96% dos novos depósitos, com a taxa média superando 1,5% pela primeira vez desde abril de 2025.
  • O volume de novas operações de depósitos a prazo totalizou €12.018 milhões em junho, uma queda de €206 milhões face a maio.

Subida dos juros em depósitos até um ano

Segundo Jornal de Negócios, citando o Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou de 1,49% em maio para 1,55% em junho, segundo dados divulgados esta sexta-feira.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa média também sobe 0,05 pontos percentuais, para 1,55%. Este segmento representa 96% do total dos novos depósitos efetuados por particulares em junho, o que mostra que a quase totalidade das novas aplicações continua concentrada em prazos mais curtos.

A leitura dos dados indica ainda que esta é a primeira vez desde abril de 2025 que a taxa média dos novos depósitos a prazo fica acima de 1,5%. A evolução prolonga a recuperação da remuneração oferecida pela banca às poupanças das famílias.

Volume de novas operações recua em junho

Apesar da melhoria na remuneração, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totaliza 12.018 milhões de euros em junho, menos 206 milhões de euros do que em maio.

Os dados sugerem que o aumento das taxas não se traduz, para já, num crescimento do volume mensal das novas aplicações. Ainda assim, a combinação de juros mais elevados e forte concentração em depósitos de curto prazo continua a ser um sinal relevante para a banca de retalho e para a gestão da poupança das famílias em Portugal.

Na nossa publicação anterior sobre os indicadores económicos acompanhados em Portugal, destacámos a divulgação de novos dados do Banco de Portugal sobre taxas de juro e volumes de crédito e depósitos referentes a junho. Nesse contexto, foi assinalado que a taxa média dos novos depósitos a prazo de particulares em maio tinha subido para 1,48%, num ambiente em que inflação e energia também influenciavam as expectativas do mercado.

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