BofA reforça aposta em cortes da Selic e favorece Equatorial, Ecorodovias e Allos no Brasil
Com expectativa de desaceleração da atividade e inflação mais comportada, o Bank of America passou a projetar um ciclo mais longo de cortes de juros no Brasil até o fim de 2027. A revisão reduz a estimativa para a Selic terminal de 2027 para 11,25% e sustenta a preferência do banco por empresas com maior sensibilidade ao custo do capital.
Destaques
- Bank of America reduziu sua estimativa para a Selic no fim de 2027 de 12,75% para 11,25%, prevendo cortes de 0,25 ponto percentual por reunião até dezembro de 2027.
- Equatorial permanece como principal escolha do BofA para o setor de energia, com taxa interna de retorno real estimada em 12% e alta sensibilidade à Selic.
- Ecorodovias oferece a maior taxa interna de retorno real entre bond proxies acompanhadas pelo banco, de cerca de 17%, podendo superar o setor se cortes de juros forem mais rápidos.
Projeções de juros e escolhas do banco
Como informou o InfoMoney, o Bank of America prevê reduções de 0,25 ponto percentual nas reuniões do Banco Central até dezembro de 2027, em um cenário de menor ritmo de expansão do crédito, atividade mais fraca e inflação mais controlada.A estimativa para a Selic no fim de 2027 caiu de 12,75% para 11,25%. Para 2026, a projeção também foi revista, de 13,75% para 13,25%. Nesse ambiente, o banco mantém preferência pelas chamadas bond proxies, empresas com desempenho semelhante ao de títulos e resultados mais previsíveis, que tendem a se beneficiar da queda dos juros.
Entre os destaques estão Equatorial, Ecorodovias e Allos. A Equatorial segue como principal escolha do BofA no setor de energia para um cenário de maior apetite por risco, com sensibilidade aos juros de curto prazo e taxa interna de retorno real em torno de 12%.
Impacto esperado para ações sensíveis à Selic
A Ecorodovias aparece com a maior taxa interna de retorno real entre as bond proxies acompanhadas pelo banco, em cerca de 17%. Na avaliação do BofA, a companhia pode superar o desempenho do setor se os cortes de juros forem mais intensos ou mais rápidos do que o mercado espera.No segmento de shoppings, o banco mantém a Allos como principal escolha, embora veja taxas internas de retorno menos atraentes do que em outras bond proxies. Ainda assim, a instituição destaca a maior previsibilidade dos resultados do setor, apesar de observar tendências operacionais mais fracas nos números recentes, fator que limita espaço para uma nova reprecificação das ações.
Títulos de renda fixa isentos de IR com retorno acima de 1% ao mês mesmo com a Selic em queda foram o foco de uma análise que publicamos anteriormente, reunindo CRIs e debêntures incentivadas com vencimentos mais longos. O texto também destacou que esses papéis não têm cobertura do FGC e exigem atenção a riscos de crédito, liquidez e reinvestimento, já que mudanças na trajetória dos juros podem alterar a atratividade das taxas travadas hoje.
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