Dólar opera estável no Brasil antes de leilões cambiais do Banco Central
Os mercados brasileiros iniciam a terça-feira com o câmbio perto da estabilidade, enquanto investidores acompanham a atuação do Banco Central e monitorizam riscos políticos e externos. A agenda do dia combina leilões de US$ 2 bilhões em operações cambiais, nova sondagem eleitoral e expectativas sobre decisões monetárias no Brasil e nos U.S..
Destaques
- Dólar à vista subia 0,09% a R$ 5,153 às 9h10, enquanto o futuro para outubro avançava 0,06% a R$ 5,167 na B3.
- Banco Central realiza às 9h20 leilão casado com venda à vista de US$ 1 bilhão e leilão de swap reverso de US$ 1 bilhão, seguido de oferta de 50.000 contratos de swap tradicional às 11h30.
- Contratos futuros do Brent mantêm-se acima de US$ 107 por barril com temores de agravamento do choque energético devido a ataques dos houthis no Mar Vermelho.
Leilões do Banco Central e dinâmica do câmbio
Como reporta o InfoMoney Mercados, o dólar à vista opera em leve alta frente ao real nesta terça-feira, antes de uma série de leilões cambiais programados pelo Banco Central. Às 9h10, a moeda subia 0,09%, a R$ 5,153 na venda, enquanto o contrato futuro para outubro avançava 0,06% na B3, a R$ 5,167.Às 9h20, o Banco Central realiza o chamado “casadão”, com venda à vista de dólares no valor de US$ 1 bilhão e leilão de swap cambial reverso também de US$ 1 bilhão, equivalente a 20.000 contratos. Mais tarde, às 11h30, a autoridade monetária promove seu leilão regular de rolagem, com oferta de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro.
No exterior, a moeda norte-americana mantém ganhos frente a boa parte das demais divisas. Os investidores também voltam a atenção para o Federal Reserve, com apostas de alta de 0,25 ponto percentual nos juros na quarta-feira e sinais de aperto monetário adicional, enquanto o Banco Central brasileiro anuncia sua própria decisão de política monetária no mesmo dia.
Pressão política e petróleo no radar dos mercados
A cena doméstica também pesa sobre o humor dos agentes, que acompanham uma nova pesquisa CNT/MDA sobre o cenário eleitoral e aguardam a sessão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento da petição sobre mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes fica no centro das atenções, depois de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes terem recebido, na véspera, cópia dos dados extraídos do telemóvel de Vorcaro, segundo a Polícia Federal.Nos bastidores do tribunal, a expectativa é de uma sessão tensa e inicialmente concentrada em questões processuais, incluindo a validade do material que levou o caso ao plenário e se há informação suficiente para votação. Além dessa análise, o plenário do STF também deverá examinar na próxima semana uma petição sobre a atuação do ministro André Mendonça na relatoria do caso Master, após Moraes apontar indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
No cenário externo, persistem receios de que o petróleo acima de US$ 100 aprofunde o choque de energia. Os futuros do Brent mantêm-se acima de US$ 107 por barril, num contexto de novos ataques dos houthis do Iémen, alinhados ao Irão, contra a Arábia Saudita e de reforço de posições ao longo do Mar Vermelho.
Na véspera da “super quarta”, nossa publicação anterior destacou como a agenda de indicadores e leilões pode mexer com as expectativas para os juros no Brasil e nos EUA. O texto apontou a divulgação das vendas no varejo pelo IBGE e o leilão de LFT e NTN-B do Tesouro como termômetros relevantes, além de reforçar que as decisões do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil concentrariam as atenções do mercado.
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