Oksana Koneva

Petrobras vê expansão em renováveis como necessária para manter relevância até 2050

Petrobras vê expansão em renováveis como necessária para manter relevância até 2050
Petrobras foca em renováveis

Com a perspectiva de um Brasil maior e de demanda energética mais ampla nas próximas décadas, a Petrobras avalia que apenas recompor reservas de petróleo e gás não basta para sustentar seu peso no setor até 2050. A empresa diz que precisa somar fontes renováveis à expansão em exploração e produção no Brasil e no exterior para continuar fornecendo cerca de um terço da energia de que o país necessita.

Destaques

  • Magda Chambriard afirmou que a Petrobras precisará ampliar sua presença em renováveis para manter um terço da energia primária brasileira até 2050.
  • A estratégia da Petrobras combina recomposição de reservas e exploração em áreas já descobertas no Brasil e no exterior com o aumento do portfólio renovável.
  • A companhia reafirma alinhamento ao Acordo de Paris e vê a expansão nas renováveis como parte da resposta às metas climáticas e exigências do setor.

Estratégia energética para 2050

Como informou o InfoMoney, citando a Reuters, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira, na abertura do congresso ROG.e, no Rio de Janeiro, que a companhia terá de ampliar sua atuação em energias renováveis para preservar sua relevância nas próximas décadas.

Segundo a executiva, a Petrobras responde hoje por um terço da energia primária do Brasil e quer manter essa participação em 2050, mesmo com um país de maior dimensão e com necessidades energéticas mais elevadas. Nesse cenário, a recomposição de reservas de petróleo e gás, embora continue estratégica, não é suficiente por si só.

Chambriard disse que a companhia pretende combinar a recomposição de reservas com atividades de exploração e produção em horizontes já descobertos, tanto no Brasil quanto no exterior, ao mesmo tempo em que agrega fontes renováveis ao portfólio energético.

Implicações para a Petrobras e para o setor

A declaração reforça a sinalização de que a Petrobras busca adaptar sua estratégia de longo prazo a uma matriz energética em transformação, preservando sua escala de atuação no mercado brasileiro sem depender exclusivamente de combustíveis fósseis.

A executiva também reiterou que a companhia está "absolutamente" alinhada aos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris, indicando que a expansão em renováveis é vista pela estatal como parte de sua resposta às metas climáticas e às exigências futuras do setor de energia.

Na nossa cobertura anterior sobre a disputa judicial em torno da perfuração de petróleo na Margem Equatorial, explicámos que o MPF pediu a suspensão imediata da licença do bloco FZA-M-59, enquanto a Petrobras afirmou que seus estudos não apontam impactos socioambientais diretos. Também destacámos que o Ibama retificou a autorização do poço Morpho para incluir mais três perfurações e que a estatal anunciou uma descoberta de petróleo de boa qualidade, reforçando o peso estratégico da área para sua agenda exploratória.

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