Volume de negócios da indústria em Portugal abranda para 2,9% em agosto

Volume de negócios da indústria em Portugal abranda para 2,9% em agosto
Indústria desacelera em agosto

A atividade industrial em Portugal mantém crescimento nominal em agosto de 2026, mas a um ritmo mais lento do que no mês anterior. O abrandamento surge num contexto de recuo do emprego e das horas trabalhadas, enquanto os salários continuam a subir.

Destaques

  • O índice de volume de negócios na indústria em Portugal cresceu 2,9% em agosto, desacelerando face aos 4,6% de julho.
  • Excluindo o setor da energia, o volume de negócios industrial recuou 1,0% em agosto, após subir 2,6% no mês anterior.
  • O emprego industrial diminuiu 0,5% em agosto, enquanto os salários aumentaram 4,0%, ambos abaixo das variações de julho.

Desempenho da faturação industrial em agosto

Segundo INE, citando o Statistics Portugal, o índice de volume de negócios na indústria, ajustado de efeitos sazonais e de calendário, regista uma variação homóloga nominal de 2,9% em agosto, abaixo dos 4,6% observados em julho.

Sem o agrupamento da energia, o volume de negócios industrial recua 1,0%, após um aumento de 2,6% no mês anterior. No mercado nacional, o índice abranda 1,6 pontos percentuais para 4,7%, enquanto no mercado externo passa de um crescimento de 1,7% em julho para uma descida de 0,1% no mês em análise.

Emprego recua e salários mantêm subida

Os indicadores de trabalho na indústria mostram uma evolução mais fraca em termos homólogos em agosto. O emprego diminui 0,5% e as horas trabalhadas, corrigidas de efeitos de calendário, caem 1,4%, depois de variações de -0,3% e -1,7% em julho, respetivamente.

Ao mesmo tempo, as remunerações mantêm uma trajetória positiva, ainda que mais moderada do que no mês anterior. Os salários e vencimentos sobem 4,0% em termos homólogos, abaixo dos 4,6% registados em julho, sinalizando pressão remuneratória num quadro de menor dinamismo operacional do setor.

Na nossa publicação anterior sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, abordámos a validação do cenário macroeconómico pelo Conselho das Finanças Públicas, acompanhada de alertas para riscos nas previsões de crescimento, inflação e emprego. O texto destacava ainda que o Governo mantém a meta de excedente e projeta crescimento perto de 2% em 2027, num enquadramento em que a dinâmica do mercado de trabalho e das remunerações pode influenciar a receita ligada à massa salarial.

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