Minidólar amplia risco de queda com suporte em 4.995,5 no radar
Os contratos de minidólar WDOX26 entram na sessão desta terça-feira sob pressão após a queda acumulada da semana passada e a valorização recente do real. O mercado acompanha se o contrato consegue sustentar a região dos 5.000 pontos, num contexto de alívio na curva de juros no Brasil, avanço do Ibovespa e recuo do dólar à vista.
Destaques
- Contratos de minidólar para novembro fecharam em 5.013 pontos, queda de 0,51%, pressionados pelo fortalecimento do real e análise técnica dos suportes.
- Perda do suporte entre 5.005 e 4.995,5 pontos pode levar o mercado a testar 4.961,5 e, em caso de extensão, até 4.917 pontos.
- Dólar à vista recua 0,76% para R$ 4,9856, acumulando queda semanal de 4,44%, pressionando minicontratos em meio a expectativas fiscais e sondagens eleitorais.
Níveis técnicos e gatilhos para a sessão
Como reportou o InfoMoney Mercados, os contratos de minidólar com vencimento em novembro fecharam a última sessão de 09/10 em baixa de 0,51%, aos 5.013 pontos, e o comportamento do ativo segue condicionado à continuidade do fortalecimento do real e à leitura técnica dos suportes mais próximos.No gráfico de 15 minutos, o contrato mantém pressão vendedora, embora tenha reagido na parte final do pregão e encerrado acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sinaliza uma tentativa de recuperação no curtíssimo prazo. Para que a baixa ganhe força, será necessária entrada de volume vendedor suficiente para romper a faixa de 5.005 a 4.995,5 pontos.
Se esse suporte for perdido, o mercado pode testar 4.968,5 a 4.961,5 pontos e, numa extensão do movimento, 4.939,5 a 4.917 pontos. Pelo lado da recuperação, a retomada compradora depende da superação da resistência entre 5.023 e 5.052 pontos, abrindo espaço para 5.072 a 5.083,5 pontos, com alvo mais longo em 5.097 a 5.111 pontos.
No gráfico diário, a estrutura segue pressionada após a queda recente. Ainda há espaço para um repique técnico, mas os compradores precisam romper inicialmente a região de 5.052 a 5.083 pontos; se isso ocorrer com volume, o fluxo pode avançar até 5.124,5 a 5.274,5 pontos, enquanto a perda do suporte entre 4.968,5 e 4.831 pontos pode levar o contrato a 4.784 e 4.676 pontos.
Real forte e cenário doméstico moldam os negócios
A dinâmica do minidólar reflete também o ambiente macroeconómico no Brasil e no exterior. No mercado doméstico, as pesquisas eleitorais reduzem os prémios na curva de juros e dão suporte ao Ibovespa, mesmo com o IPCA a subir acima do esperado, com alta de 0,82% no mês e de 4,58% em 12 meses.Ao mesmo tempo, o dólar à vista recua 0,76%, para R$ 4,9856, e acumula queda de 4,44% na semana, reforçando a pressão sobre os minicontratos. No exterior, a moeda norte-americana cede perante divisas emergentes, embora preserve ganhos face a moedas fortes, o que mantém os traders atentos à repercussão das sondagens, às expectativas fiscais e ao comportamento dos juros futuros.
O IFR de 14 períodos está em 33,82 pontos, dentro da zona neutra, mas próximo da área de sobrevenda. Essa leitura mantém aberta a possibilidade de um repique no curto prazo, embora o indicador, isoladamente, não confirme uma reversão do fluxo vendedor.
Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, destacámos que o contrato vinha de uma leve baixa e operava sem direção clara no curtíssimo prazo, com o preço entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Também detalhámos os principais gatilhos do dia, indicando que a perda de suportes poderia acelerar o movimento de queda, enquanto uma retomada mais consistente dependeria do rompimento de resistências, num ambiente ainda muito sensível às pesquisas eleitorais e às expectativas fiscais.
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