José Antonio  Gastelum

Minidólar amplia risco de queda com suporte em 4.995,5 no radar

Minidólar amplia risco de queda com suporte em 4.995,5 no radar
Minidólar sob pressão

Os contratos de minidólar WDOX26 entram na sessão desta terça-feira sob pressão após a queda acumulada da semana passada e a valorização recente do real. O mercado acompanha se o contrato consegue sustentar a região dos 5.000 pontos, num contexto de alívio na curva de juros no Brasil, avanço do Ibovespa e recuo do dólar à vista.

Destaques

  • Contratos de minidólar para novembro fecharam em 5.013 pontos, queda de 0,51%, pressionados pelo fortalecimento do real e análise técnica dos suportes.
  • Perda do suporte entre 5.005 e 4.995,5 pontos pode levar o mercado a testar 4.961,5 e, em caso de extensão, até 4.917 pontos.
  • Dólar à vista recua 0,76% para R$ 4,9856, acumulando queda semanal de 4,44%, pressionando minicontratos em meio a expectativas fiscais e sondagens eleitorais.

Níveis técnicos e gatilhos para a sessão

Como reportou o InfoMoney Mercados, os contratos de minidólar com vencimento em novembro fecharam a última sessão de 09/10 em baixa de 0,51%, aos 5.013 pontos, e o comportamento do ativo segue condicionado à continuidade do fortalecimento do real e à leitura técnica dos suportes mais próximos.

No gráfico de 15 minutos, o contrato mantém pressão vendedora, embora tenha reagido na parte final do pregão e encerrado acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sinaliza uma tentativa de recuperação no curtíssimo prazo. Para que a baixa ganhe força, será necessária entrada de volume vendedor suficiente para romper a faixa de 5.005 a 4.995,5 pontos.

Se esse suporte for perdido, o mercado pode testar 4.968,5 a 4.961,5 pontos e, numa extensão do movimento, 4.939,5 a 4.917 pontos. Pelo lado da recuperação, a retomada compradora depende da superação da resistência entre 5.023 e 5.052 pontos, abrindo espaço para 5.072 a 5.083,5 pontos, com alvo mais longo em 5.097 a 5.111 pontos.

No gráfico diário, a estrutura segue pressionada após a queda recente. Ainda há espaço para um repique técnico, mas os compradores precisam romper inicialmente a região de 5.052 a 5.083 pontos; se isso ocorrer com volume, o fluxo pode avançar até 5.124,5 a 5.274,5 pontos, enquanto a perda do suporte entre 4.968,5 e 4.831 pontos pode levar o contrato a 4.784 e 4.676 pontos.

Real forte e cenário doméstico moldam os negócios

A dinâmica do minidólar reflete também o ambiente macroeconómico no Brasil e no exterior. No mercado doméstico, as pesquisas eleitorais reduzem os prémios na curva de juros e dão suporte ao Ibovespa, mesmo com o IPCA a subir acima do esperado, com alta de 0,82% no mês e de 4,58% em 12 meses.

Ao mesmo tempo, o dólar à vista recua 0,76%, para R$ 4,9856, e acumula queda de 4,44% na semana, reforçando a pressão sobre os minicontratos. No exterior, a moeda norte-americana cede perante divisas emergentes, embora preserve ganhos face a moedas fortes, o que mantém os traders atentos à repercussão das sondagens, às expectativas fiscais e ao comportamento dos juros futuros.

O IFR de 14 períodos está em 33,82 pontos, dentro da zona neutra, mas próximo da área de sobrevenda. Essa leitura mantém aberta a possibilidade de um repique no curto prazo, embora o indicador, isoladamente, não confirme uma reversão do fluxo vendedor.

Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, destacámos que o contrato vinha de uma leve baixa e operava sem direção clara no curtíssimo prazo, com o preço entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Também detalhámos os principais gatilhos do dia, indicando que a perda de suportes poderia acelerar o movimento de queda, enquanto uma retomada mais consistente dependeria do rompimento de resistências, num ambiente ainda muito sensível às pesquisas eleitorais e às expectativas fiscais.

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