PSI sobe 0,69% com construção, Galp e banca a sustentarem Lisboa
A bolsa de Lisboa encerra a última sessão da semana em terreno positivo, destacando-se entre as principais praças europeias num dia marcado por nova pressão geopolítica sobre os mercados. O PSI avança para 9.102,60 pontos, com 14 das 16 cotadas no verde, enquanto as dúvidas sobre o Médio Oriente condicionam o sentimento na Europa.
Destaques
- O PSI fechou em alta de 0,69%, sustentado por ganhos em construção, Galp e banca, contrariando quedas nas principais bolsas europeias.
- Teixeira Duarte subiu 4,63% para 0,497 euros e Galp ganhou 1,12% para 18,62 euros, beneficiando da estabilidade no preço do petróleo.
- BCP valorizou-se 0,88% para 1,0345 euros, ultrapassando o patamar de 1 euro pela primeira vez desde 2015, enquanto apenas Corticeira Amorim e Ibersol recuaram.
Desempenho do PSI na sessão
Como reporta o Jornal de Negócios, o índice de referência português contraria as perdas das principais bolsas europeias, que são penalizadas por novas incertezas relacionadas com a situação no Médio Oriente. O movimento surge depois de o Irão suspender as negociações com os U.S. devido a novos ataques israelitas no Líbano.Entre os principais impulsionadores do PSI estão as construtoras, com a Teixeira Duarte a subir 4,63% para 0,497 euros e a Mota-Engil a ganhar 1,13% para 4,65 euros. Entre os pesos pesados, a Galp soma 1,12% para 18,62 euros, num dia em que o petróleo trava perdas nos mercados internacionais.
A EDPR e o BCP também contribuem para a valorização do índice. A elétrica avança 1,11% para 13,67 euros, enquanto o banco sobe 0,88% para 1,0345 euros, numa semana em que ultrapassa o patamar de 1 euro pela primeira vez desde 2015.
Quedas limitadas e contexto de mercado
Do lado das perdas, apenas duas cotadas encerram em baixa. A Corticeira Amorim recua 0,91% para 6,52 euros, enquanto a Ibersol lidera as desvalorizações com uma queda de 2,52% para 10,04 euros.O fecho positivo de Lisboa evidencia uma resistência relativa do mercado português face ao tom negativo na Europa. O comportamento do PSI reflete o peso de títulos ligados à construção, energia e banca numa sessão em que os investidores acompanham o agravamento do risco geopolítico e os seus efeitos sobre matérias-primas e ativos financeiros.
Na nossa publicação anterior, acompanhámos a retoma do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz e o alívio imediato nas cotações do crude, com o Brent a recuar para perto de 78 dólares por barril após um memorando de entendimento. O texto explicava que, apesar da reação rápida do mercado, a transmissão dessa queda para os preços dos combustíveis em Portugal tende a ser gradual devido ao peso dos impostos e ao calendário de atualização no retalho.
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