Ibovespa avança com apoio de bancos, varejo e Petrobras, enquanto dólar recua no Brasil
Os ativos brasileiros operam em alta nesta terça-feira, com o mercado dividido entre a temporada de balanços e a reta final das eleições. O movimento combina ganhos em ações ligadas ao consumo doméstico, bancos e petróleo, enquanto o dólar cai para R$ 5,015 frente ao real.
Destaques
- Ibovespa avança 1,37% às 11h, atingindo 207.898 pontos, impulsionado por bancos, empresas de varejo, construtoras e Petrobras.
- O dólar recua 0,67% frente ao real, enquanto Magazine Luiza sobe 7,86% e PETR3 registra alta de 1,47%, refletindo otimismo doméstico.
- O cenário eleitoral, volatilidade das pesquisas e resultados corporativos mantêm seletividade do risco, com exportadoras e commodities em desempenho misto.
Ações domésticas lideram ganhos na B3
Conforme informou a Exame Mercados, o Ibovespa sobe 1,37% por volta das 11h, aos 207.898 pontos, sustentado por bancos, varejistas, construtoras e Petrobras. No mesmo horário, o dólar recua 0,67% ante o real, em um pregão também acompanhado de perto pelos movimentos do petróleo no exterior.Entre os pesos pesados, Petrobras acompanha a alta recente da commodity, com PETR3 em alta de 1,47% e PETR4 avançando 1,28%. Vale vai na direção oposta e cai 0,89%, enquanto, entre os bancos, BTG Pactual sobe 2,94%, Bradesco avança 2,39% e Itaú ganha 1,73%.
As maiores altas do índice se concentram em empresas mais expostas ao consumo e à economia doméstica. Magazine Luiza dispara 7,86%, Vamos sobe 5,55%, Lojas Renner avança 4,67%, C&A ganha 4,37% e MRV sobe 4,24%.
Pesquisas eleitorais e balanços mantêm volatilidade
Na ponta negativa, além de Vale, Bradespar cai 1,09%, Embraer recua 0,71%, Marfrig/BRF perde 0,60% e Suzano cede 0,40%. O desempenho misto de papéis mais ligados a exportação e commodities mostra que o apetite por risco segue seletivo no mercado brasileiro.Para Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, o cenário eleitoral ainda limita a disposição dos investidores para assumir risco. Juros, inflação e crescimento seguem no centro das decisões, e, até o segundo turno, pesquisas e propostas fiscais devem continuar ditando a volatilidade, enquanto os balanços corporativos tendem a indicar quais empresas conseguem transformar esse ambiente em lucro e geração de caixa.
Na nossa matéria anterior sobre a disparada das ações na B3 após o primeiro turno de 2026, mostramos que o número de papéis com alta acumulada acima de 50% no ano saltou rapidamente em poucos pregões, junto com um forte aumento de liquidez. Também destacámos que Petrobras, BTG Pactual e B3 concentraram grande parte do volume negociado, num ambiente em que o cenário eleitoral ajudou a manter o mercado atento a fluxos e apetite por risco.
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