Portugal entra no inverno com reservas de gás elevadas sob pressão dos preços internacionais

Portugal entra no inverno com reservas de gás elevadas sob pressão dos preços internacionais
Reservas altas, preços sob pressão

Portugal entra no inverno com os depósitos subterrâneos de gás natural praticamente cheios, num contexto em que as reservas europeias ficam abaixo dos níveis do ano passado. A posição mais favorável reduz o risco para a segurança de abastecimento nacional, embora a escalada de preços associada à guerra no Médio Oriente continue a ameaçar consumidores e empresas.

Destaques

  • Portugal entra no inverno com os depósitos subterrâneos de gás natural praticamente cheios, assegurando elevada segurança de abastecimento face a outros mercados europeus.
  • As reservas europeias de gás estão abaixo dos níveis do ano passado, enquanto Portugal apresenta situação confortável, segundo Nuno Ribeiro da Silva da ERSE.
  • Apesar das reservas elevadas, a pressão dos preços internacionais do gás devido à guerra no Médio Oriente exige apoios seletivos para consumidores e empresas mais expostos.

Reservas nacionais reforçam segurança de abastecimento

Segundo Jornal de Negócios, Nuno Ribeiro da Silva, antigo secretário de Estado da Energia e presidente do Conselho Consultivo da ERSE, afirma que Portugal está numa situação “bastante confortável” em matéria de segurança de abastecimento.

O responsável explica que o país chega aos meses frios com os depósitos subterrâneos de gás natural praticamente cheios, o que o deixa menos vulnerável do que outros mercados europeus numa altura em que as reservas no conjunto da Europa estão abaixo dos níveis registados no ano passado.

Preços continuam a ser o principal risco

Apesar da posição mais sólida do lado das reservas, Portugal não fica imune à subida dos preços internacionais do gás. A guerra no Médio Oriente continua a pressionar as cotações, o que pode traduzir-se em custos mais elevados ao longo da cadeia energética.

Perante esse cenário, Nuno Ribeiro da Silva defende apoios seletivos para proteger os consumidores e as empresas mais expostos. A proposta aponta para medidas dirigidas, em vez de respostas generalizadas, num momento em que a volatilidade externa continua a condicionar o mercado energético.

Na nossa publicação, analisámos a forte base renovável da produção elétrica em Portugal continental, com mais de 70% da eletricidade gerada em setembro a partir de eólica, hídrica e solar. O texto destacou que esta incorporação ajudou a reduzir importações de energia e custos associados a emissões de CO2, reforçando a independência energética. Também sublinhámos o aumento da capacidade instalada renovável nos últimos anos, consolidando a trajetória do setor.

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