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Jerónimo Martins reduz lucro nos primeiros nove meses apesar de subida das vendas

Jerónimo Martins reduz lucro nos primeiros nove meses apesar de subida das vendas
Lucro cai, vendas sobem

A Jerónimo Martins encerra os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido inferior ao do período homólogo, apesar de manter crescimento da atividade. As vendas avançam 4,8% até setembro e o EBITDA sobe 7,6%, indicando resiliência operacional num contexto de pressão sobre a rendibilidade.

Destaques

  • Jerónimo Martins reporta lucro de 414 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025, uma queda de 14,5% face ao ano anterior.
  • As vendas sobem 4,8% para 27.815 milhões de euros e o EBITDA aumenta 7,6% para 1,9 mil milhões de euros no período.
  • A margem EBITDA melhora para 7%, acima dos 6,8% de 2025, indicando reforço da eficiência operacional apesar da redução do lucro líquido.

Resultados até setembro e indicadores operacionais

Como reportou o Jornal de Negócios, a Jerónimo Martins informa, em comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que o lucro cai 14,5% nos primeiros nove meses do ano, para 414 milhões de euros, face aos 484 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e setembro, o grupo regista vendas de 27.815 milhões de euros, o que representa uma subida de 4,8% em termos homólogos. O EBITDA aumenta 7,6%, para 1,9 mil milhões de euros, enquanto a margem EBITDA se fixa em 7%, acima dos 6,8% observados nos primeiros nove meses de 2025.

Leitura para o retalho e para o mercado português

A evolução dos resultados mostra um desfasamento entre o crescimento das vendas e a trajetória do lucro líquido, sinalizando pressão sobre a conversão da atividade comercial em ganhos finais. Ainda assim, a melhoria da margem EBITDA sugere reforço da eficiência operacional num dos principais grupos do setor do retalho alimentar com presença relevante em Portugal.

O comunicado surge numa fase de acompanhamento apertado dos resultados empresariais pelo mercado, com os investidores atentos à capacidade das grandes distribuidoras para sustentar crescimento e rentabilidade. A informação permanece em atualização.

Na nossa publicação anterior sobre a abertura em alta da Bolsa de Lisboa, destacámos o arranque positivo do PSI e a dinâmica inicial entre as principais cotadas. Nesse contexto, a Jerónimo Martins surgiu entre os maiores ganhos no início da sessão, enquanto a Galp recuava com a pressão do crude, ajudando a enquadrar o sentimento dos investidores no mercado português.

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