O Banco Central lança um novo relatório sobre o Drex no Brasil

O Banco Central lança um novo relatório sobre o Drex no Brasil
Brasil Drex enfrenta problemas de privacidade

O Banco Central do Brasil divulgou um relatório na quarta-feira (26) detalhando os resultados da primeira fase do piloto Drex, a iniciativa de moeda digital do país.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

O documento destaca preocupações não resolvidas sobre privacidade, segurança e proteção de dados, sinalizando a necessidade de mais refinamentos antes de uma implementação mais ampla, de acordo com o Livecoins.

De acordo com o relatório, embora tenham sido feitos progressos no desenvolvimento de medidas de anonimização, as soluções testadas ainda apresentam limitações que impedem a sua aplicação prática. Os desafios incluem a falta de controlo da autoridade sobre os tokens, restrições na programabilidade e dificuldades em garantir a privacidade financeira sem comprometer a supervisão regulamentar.

Equilíbrio entre privacidade e segurança

Um dos principais desafios para a Drex é manter a conformidade com a Lei de Sigilo Bancário do Brasil e, ao mesmo tempo, integrar a tecnologia de contabilidade descentralizada (DLT).

Ao contrário dos sistemas financeiros centralizados, em que uma única entidade controla os dados da transação, a DLT distribui a informação por vários participantes da rede. Este modelo aumenta a transparência, mas introduz novos riscos, uma vez que as transacções podem ser rastreadas por partes não intencionais.

Para atenuar estes riscos, o Banco Central está a explorar tecnologias de preservação da privacidade, como as provas de conhecimento zero (ZKP) e a computação confidencial. No entanto, o relatório refere que estes métodos ainda se encontram numa fase inicial de desenvolvimento e requerem mais testes para garantir a conformidade regulamentar e a funcionalidade.

As conclusões surgem num contexto de crescente ceticismo público em relação ao controlo estatal das moedas digitais. Uma petição contra a Drex já chegou ao Congresso Nacional do Brasil, reflectindo preocupações sobre a potencial vigilância financeira.

Olhando para o futuro, o Banco Central mudou a segunda fase da Drex, prevista para começar em novembro de 2024, para priorizar melhorias de privacidade e segurança sobre novos casos de uso. As autoridades salientam que a moeda digital só avançará quando cumprir os requisitos essenciais de um sistema financeiro seguro e eficiente.

Enquanto isso, o Brasil solidificou seu status de líder global em criptografia, com 26 milhões de cidadãos - 12% da população - possuindo ativos digitais. Isso coloca o país em sexto lugar no mundo em adoção de criptografia, destacando seu crescente impacto no setor.

Este material pode conter opiniões de terceiros, nenhum dos dados e informações nesta página constitui aconselhamento de investimento de acordo com o nosso Aviso Legal. Embora sigamos rigorosos Padrões Editoriais, este post pode conter referências a produtos de nossos parceiros.