O tweet foi excluído pelo autor.
Mas guardámos tudo 🙂.
Ferramentas de monitoramento tornaram-se um padrão operacional básico no mercado cripto, não apenas uma preocupação para grandes exchanges. As empresas de criptoativos elevaram significativamente seus requisitos de alerta, mas a exposição indireta a fundos suspeitos ainda permite que agentes mal-intencionados tenham margem de manobra, segundo um novo relatório da Chainalysis.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Isso se refere a casos em que os fundos chegam a uma plataforma não diretamente de um endereço vinculado a atividades ilícitas, mas por meio de várias carteiras intermediárias. Esses esquemas dificultam a detecção de riscos e permitem que criminosos movimentem ativos por mais tempo antes que os sistemas de compliance sejam acionados.
A Chainalysis afirmou que quase 47% das organizações integradas em 2026 agora utilizam padrões de alerta que estariam entre os 10% mais rigorosos em 2020. A empresa avaliou a gravidade dos alertas, a sensibilidade dos gatilhos e os valores mínimos em dólares para exposição indireta a fundos ilícitos.
Segundo a Chainalysis, isso mostra como os requisitos básicos de compliance mudaram rapidamente desde 2020, quando muitas empresas ainda estavam desenvolvendo regras comuns para monitoramento de risco on-chain. “As configurações padrão de compliance de hoje seriam consideradas referência no setor há apenas cinco anos”, afirmou a empresa.
O relatório faz uma distinção clara entre exposição direta e indireta a fundos suspeitos. Exposição direta significa que os fundos vêm diretamente de uma fonte ilícita conhecida. Exposição indireta significa que eles passam por uma ou mais carteiras intermediárias antes de chegar à plataforma.
A Chainalysis observa que o monitoramento direto tornou-se mais consistente entre as regiões. A principal lacuna permanece no monitoramento indireto, onde os limites de alerta podem ser significativamente mais altos. Para fundos ligados a ransomware, lojas de fraude, golpes, mercados da darknet e jurisdições sancionadas, os limites indiretos costumam ser de 10 a 20 vezes maiores que os diretos.
A Chainalysis também constatou que instituições financeiras tradicionais mantêm limites mínimos de alerta mais rigorosos do que as exchanges de criptoativos. Para exposição indireta a fluxos não ilícitos, as exchanges de criptoativos definem limites mínimos médios de alerta em US$ 950, enquanto as instituições financeiras tradicionais os fixam em cerca de US$ 150.
Para fluxos ilícitos, a diferença diminui, mas os bancos ainda utilizam configurações mais rígidas. Segundo a Chainalysis, exchanges de criptoativos emitem alertas para esses fluxos a partir de US$ 100, enquanto instituições financeiras estabelecem o limite em US$ 55. Essa diferença está se tornando cada vez mais relevante à medida que os bancos testam ativamente stablecoins, ativos tokenizados e serviços de custódia de criptoativos.
As empresas de criptoativos estão reforçando os controles porque o mercado de ativos digitais está cada vez mais interligado ao sistema financeiro tradicional. Bancos estão testando stablecoins, ativos tokenizados e serviços de custódia de cripto, enquanto reguladores exigem rastreamento mais transparente dos fluxos de fundos do setor. Nesse cenário, o monitoramento on-chain básico deixou de ser um diferencial competitivo para grandes exchanges e passou a ser uma exigência obrigatória para qualquer empresa que queira atuar com clientes, bancos e investidores institucionais.
O segundo motivo é a crescente complexidade dos esquemas de lavagem de dinheiro e movimentação de fundos. Agentes mal-intencionados utilizam cada vez mais carteiras intermediárias, transferências cross-chain e camadas adicionais de transações para ocultar vínculos entre ativos e hacks, golpes, mercados da darknet ou jurisdições sancionadas. Como resultado, as empresas de cripto precisam reduzir os limites de alerta e monitorar não apenas a exposição direta, mas também a indireta a endereços suspeitos de forma mais rigorosa.
Vale lembrar que, em 2024, a UE ampliou o escopo de sua lei de combate à lavagem de dinheiro para o setor de criptoativos.